Passaram pela 2ª edição do Lisboa Dance Festival 11.000 pessoas, entre nacionais e estrangeiros (40%), muitos deles repetentes, confirmando que faltava um festival dirigido a uma geração que vive, respira, veste uma nova cultura musical e urbana. Dois dias de celebração, com 20h de música, mais de 40 artistas, market, talks e masterclasses.

Uma visão 360º sobre a música eletrónica, foi o mote lançado no anúncio da edição de 2017. O público e os media demonstraram que o conceito foi absorvido e que era hora de desfrutar ao máximo tudo o que envolvia o Lisboa Dance Festival: cartaz, espaços, vibe, conceito, tudo!

Estou extremamente feliz porque sinto que criei mais do que um festival, um movimento de celebração da música eletrónica, com uma visão 360 graus, que veio para ficar. Ver e sentir o público a circular entre as salas de música, talks, market e a dançar com a alegria estampada na cara, é muitíssimo gratificante. Mais um objetivo atingido de um projeto que lidero há 17 anos, a Live Experiences. Creating New Emotions”
Karla Campos
O festival apresentou salas como a Kia Rio Room @ The Dorm , uma das novidades desta edição, um espaço exclusivamente dedicado ao conceito “back to back” (B2B) em que os artistas desafiaram-se num set totalmente diferente do seu habitual. Por ali passaram Stereossauro vs Dj Kwan, Sam the Kid vs DJ Big, RIOT B2B Nuno Forte, Darksunn B2B Nitronious, Dupplo B2B Señor Pelota, Vítor Belanciano B2B Davide Pinheiro e Pedro Ramos B2B Hugo Moutinho.
Outra pista de dança improvável foi a Livraria Ler Devagar que recebeu o Clube Antena 3. Rui Maia, Corona, Holy Nothing, Batida 2007-17 Radio DJ Set, DJ Glue, Harold, Ghost Hunt e Lince foram os responsáveis por 2 noites de diversidade e festa.

A Carlsberg Room @ Zoot aqueceu com o set de 6h que Moullinex preparou para o primeiro dia do festival (onde não faltou um monte de convidados e surpresas e ainda uma homenagem aos Daft Punk), e manteve a temperatura com o global club de Branko, no dia seguinte, e com a Enchufada na Zona.

A Fábrica XL , o palco principal do festival, recebeu os internacionais Hercules & Love Affair e Mount Kimbie , (apresentação em primeira mão de alguns temas que vão fazer parte dos novos álbuns a editar em breve), Marcel Dettmann, Jessy Lanza, Mai Kino e Tokimonsta (três estreias em Portugal), Hunee, George Fitzgerald, Dekmantel Soundsystem e o português Holly Hood a quem coube o início das hostes.

A Fábrica L, mesmo ao lado, voltou a receber o Market & Masterclasses (Dominar as Redes Sociais / Launchpad da Novation Circuit / Djing / Masterização / Sampling e Live), mas também as Talks (Girl Power / Local é Global / Fenómeno do Hip-Hop) sempre com o olhar atento de Rui Miguel Abreu.

Este ano, foi mais fácil chegar ao Festival. Além da CP , a KIA associou-se ao Lisboa Dance Festival e transportou os festivaleiros no novo modelo Kia Rio entre o Cais do Sodré e Alcântara.

O Lisboa Dance Festival voltou a celebrar a cidade em 2017 com uma programação virada para as tendências mundiais da música electrónica. Ou, como escreveu o Observador, é “uma volta redonda na dança profunda (…). Mas não sem antes passar por vários mundos e dimensões. Uma volta de 360 graus.”

idsnamusica44444444