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1986 – A série em concerto

Adele, Andrea Bocelli, Hardwell, Seu Jorge, Xutos & Pontapés e outros tantos no hall of fame da Altice Arena, só disponível aos que nos corredores secreto-consagrado passam. Mas rebobinemos a cassete como nos velhos tempos: como viemos aqui parar?

Resposta simples: 1986. Um ano que marcou todo o país mas poucos mantiveram tal ano tão fresco e vivo na memória como Nuno Markl que recriou esse ano da sua adolescência numa série. Convenceu João Só a criar algumas canções originais e tal juntou “só” Ana Bacalhau, Catarina Salinas, David Fonseca, Lena d’Água, Márcia, Miguel Araújo, Rita Red Shoes, Samuel Úria e Tatanka. Um conjunto de artistas de enorme relevo e qualidade que raras vezes podemos ver e assistir em simultâneo. 1986 fez essa proeza, em plena Altice Arena, a favor da Associação Novo Futuro, perante mais de meia-casa com destaque para a presença do Excelentíssimo Presidente da República. A Imagem do Som, claro está, não podia faltar a tal evento.

A Rádio Boa Onda (rádio presente na série que ilustra as rádios-pirata existentes na altura) abriu a porta ao genérico da série, “Electrificados”, na voz de João Só, Catarina Salinas e Lena d’Água. Aberta a noite, foi a vez de Nuno Markl, vestido de Najranjito (mítica mascote do Mundial de Futebol de 1982) subir ao palco para enaltecer a importância daquela noite para a série, para os artistas envolvidos, para a Associação Novo Futuro e para a sua própria carreira. Algures durante a noite ouviu-se que era a primeira vez que uma série portuguesa com banda sonora original a apresentava na integra ao vivo. Nuno Markl, estava portanto, a fazer história sob a história. Para além dos originais da série, estavam prometidos alguns dos grandes êxitos dos anos 80 que influenciaram ou marcaram os respectivos intérpretes.

© Diogo C. Santos

A noite prosseguiu com dois originais da série, “Pensamos no Futuro Amanhã” e “A Verdade Nunca Sai À Rua”, nas vozes de Ana Bacalhau e Rita Red Shoes. A duas juntaram-se para fazer uma versão intimista de “Sweet Dreams” (dos Eurythmics) e deram lugar a Márcia que interpretou “Should Have Known Better” (do falecido Jil Diamond). David Fonseca subiu ao palco para dar voz a “Ninguém”, música que ilustra a vida de Tiago, personagem principal da série. Num arranjo mais rock que no disco, como a maior parte das inéditas, David Fonseca fez o refrão “Tenho tanto e tento/Mas o que vai cá dentro/Só eu sei/E mais ninguém” tocar nos corações dos presentes.

Depois de mais uma breve intervenção de Nuno Markl, João Só deu voz a “Run to You “(de Bryan Adams), antes de Miguel Araújo arrepiar cada um dos presentes ao pegar na Fender Stratocaster presente no palco e interpretar “Sultans of Swing” (dos Dire Straits). Por momentos, por breves minutos, Mark Knopfler esteve no palco do Altice Arena. Depois do mítico guitarrista dos Dire Straits invadir o palco, e com um breve interlúdio com o amoroso dueto entre Márcia e Tatanka com “O Que É Que Vês”, David Fonseca e Catarina Salinas trouxeram até 2018 Dirty Dancing, ao som de “(I’ve Had) The Time Of My Life”. Poucas ou nenhumas cadeiras permaneceram ocupadas, a versão foi eletrizante e contagiou todos a uns passos de dança, mesmo aqueles que tivessem “pés de chumbo”.

© Diogo C. Santos

Seguiu-se “Smooth Operator” (de Sade) na voz de Catarina Salinas, com Márcia, Ana Bacalhau e Rita Red Shoes nos coros. As últimas duas permaneceram em palco para prestar o mesmo auxílio a Lena d’Água que presentou os presentes com “Dou-te um Doce” e “Sempre Que o Amor Me Quiser”.

À falta do intemporal “Demagogia”, Lena d’Água deu a sua vez a Henrique Oliveira, o inconfundível guitarrista da formação original dos Táxi. E seria ao som de “Chiclete”, interpretada por Samuel Úria, que terminaria o concerto. Mas como qualquer bom espectáculo requer, houve direito a encore.

© Diogo C. Santos

Atores, músicos e restantes membros da série subiram ao palco para encorajar Nuno Markl a aceitar o desafio de João Só. Não foi um coelho a sair da cartola mas sim “Tarzan Boy2 (música dos Baltimora que é o cerne do 1º episódio da série) na voz da pessoa responsável por todo este acontecimento. Sejamos honestos: os concertos da Rádio Comercial deram a Nuno Markl uma bagagem que o fizeram estar ao nível da noite, ou seja, em grande nível. O genérico da série foi novamente tocado para encerrar as hostilidades. No fim, o público saiu com um sorriso rasgado, cansado talvez de tantos passos de dança e um Presidente da República a dizer “eu não gostei, simplesmente adorei. Foi incrível”. E foi de facto incrível e único. Bravo, Nuno! Bravo, João Só! Bravo, banda de suporte! Bravo, a todos os restantes intervenientes!

Venha o próximo concerto de 1986 – A série!

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