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CONCERTOSDESTAQUES

A festa The Black Mamba e convidados

Mamba

Texto + Fotografias: Nuno Machado

A noite estava fria como de costume, e nada como um bom concerto para animar. Uma hora antes do concerto já havia quem aguardasse à porta, pronto para entrar. Crianças, jovens, adultos e … terceira idade, fizeram questão de marcar presença.

A sala enche e o espetáculo começa. Ouve-se um funkizada com “I Want My money Back”. O artista não desilude e desde o início mostra-se ao público. Exprime-se de forma a transparecer o espetáculo que andava há já 3 semanas a preparar para o Coliseu. Eram 2 horas de puro entretenimento.

Havia Funk, Blues, Rock, … e 5 convidados anunciados. Portugal, e em especial o Porto, estava ansioso por saber até que ponto Tatanka conseguia levantar a sala. O repertório seguia a mesma linha e previa-se um concerto simples, animado e seguro para a banda. O Coliseu respondia com ânimo a cada acorde que ecoava na sala.

Entre músicas, Tatanka fez questão de se explicar, explicar o sucesso da banda e agradecer (vezes sem fim) aos que fazem do espetáculo, um sucesso. Lá no meio estava a família, pelo que talvez estivesse algo de especial preparado para esta noite.

O primeiro convidado sobe ao palco. Diogo Brito e Faro apenas com uma harmónica na mão, veio cantar “I Wanna Be With You”. Com uma serenidade invejável, assegura-nos que os convidados estavam em plena sintonia com os The Black Mamba.

Anuncia-se o segundo convidado; o primeiro a jogar em casa. Miguel Araújo já está habituado a esta sala e a este público. A sua entrada foi calorosa e rapidamente se percebeu que esta prestação também estava garantida. A música é contagiante, o público é fácil.

Quando entra António Zambujo para se juntar à festa, o concerto acaba! Tudo o que tinha acontecido até então ficava no passado. Há uma forte cumplicidade entre os três músicos (porque Miguel Araújo se mantém em palco) e a festa começou a ser deles. O público fazia parte, estava constantemente a ser chamado a intervir e a juntar-se, mas o certo é que a verdadeira festa se fazia lá em cima.

Quando entra Rui Veloso, foi o descalabro. O pai do Rock português apareceu notoriamente animado também com a vitória do seu fêcêpê. Cantou “Todo o Tempo do Mundo” e a obrigatória “Porto Sentido”. É um hino e havia de o tocar. Entre acordes e despique entre os músicos (Rui Veloso e Pedro tatanka), passaram-se uns largos minutos até dar por terminada a sua atuação. Sai como entrou. Até parecia que o concerto era seu. Toda a sala o ovacionou, de pé!

O concerto abandona um registo mais acústico e passa para uma onda mais eletrónica. Aqueles que até então se limitavam a seguir Pedro Tatanka explodem e revelam-se verdadeiros animais de palco. Eles saltam, dançam, … estão possuidos! Não é para menos… Cada músico tem direito a um solo e todos pareciam ter feito uma aposta para saber quem ia ter a melhor performance.

A secção de Metais jogava como uma tribo que se digladeava com os Coros. Elas têm vozes capazes de enfrentar qualquer instrumento. Eles, fazem dos instrumentos o que querem… Enquanto o duelo avançava, as músicas seguiam-se para delícia dos presentes.

Não sei se foi propositado, mas talvez tenha ido a forma de fazer notar os músicos de background que são os responsáveis pelas diferenças “simbólicas” nas músicas. O Coliseu tem-nos habituado a verdadeiras surpresas musicais e parece que este concerto não está para contrariar.

Richie Camplbell aparece “do nada”. Não está anunciado, mas é uma presença pensada e obrigatória. Uma espécie de agradecimento pela forma como este “jamaicano” sempre acolheu o líder dos The Black Mamba. “Isto tinha de acontecer e hoje era o melhor dia”. Não foi sem querer. Pedro Tatanka refere-se a este concerto como algo que desejava há muito tempo. Para um concerto especial, um convidado especial.

Aos Blues, Funk, Rock, junta-se agora um pouco de Reggae. Qual salada de frutas, não havia forma de prever o que vinha a seguir, certo era que ia agradar. Mas o concerto é dado como terminado…

Não obstante ser já prática comum haver um encore, Diana Martinez não tinha ainda subido ao palco. Todos sabiam que os músicos vinham outra vez e, sem surpresa, começam a dar um ar da sua graça. Aos poucos vão aparecendo a assumindo posições. O encore começa com 3 solos. 3 solos de vozes que até a Aretha Franklin se roia de inveja. Que brutalidade, que exagero, que qualidade…

Pedro Tatanka entra em palco para mais uma sessão de agradecimentos. Obviamente, e como era já de esperar, apresenta Diana Martinez. Cantam “Put Your Love in Me” e dedicam-na ao “Ricardo” que estava na sala e, aparentemente, “Tem uma mulher do caraças” (pelo menos é a opinião da Diana Martinez). O concerto termina em grande com o hit “Wonder Why” e com Diana Martinez a substituir Aurea.

Estava tão bom, mas já ia tão longa a noite…. Não havia forma de terminar senão em beleza. Um a um, os convidados iam sendo chamados ao palco. Tiraram uma foto de família e acabaram todos, para surpresa de muitos, a cantar “Wild”. Imaginem vocês António Zambujo e Richie Campbell a cantar Rock… Que mais há a dizer deste concerto que já não foi dito ou não possa já ter passado pela vossa cabeça? … e mais uma vez, Pedro tatanka, pediu “Um forte aplauso para todos os que deram o cú e dois tostões para que vos pudéssemos trazer, hoje, este espetáculo até vós!”

Foi, sem dúvida, mais um grande concerto nesta emblemática sala de espetáculos da Cidade Invicta. Obrigado The Black Mamba por terem aquecido esta noite de inverno. Voltem sempre. Terão com certeza, mais vezes, uma sala cheia para vos ver e ouvir!

SETLIST

INTRO (MAMBA KING) + PAPA WAS

MONEY BACK

ROCK ME BABY

DIRTY LITTLE BROTHER

IT AIN’T YOU

BE WITH YOU (BRITO E FARO)

CANÇÃO DE MIM MESMO

I’LL MEET YOU THERE

CARTÓRIO (ARAÚJO)

DARKEST HOUR (ZAMBAS + ARAÚJO)

TEMPO DO MUNDO (VELOSO)

PORTO SENTIDO (VELOSO)

MEDLEY HORNS

SWEET LIES

SOUL PEOPLE

UNDER YOUR SKIN

RED DRESS (RICHIE)

DO YOU NO WRONG (RICHIE)

STILL I AM ALIVE

ENCORE:

SOLO LADIES

PUT YOUR LOVE (DIANA)

WONDER WHY (DIANA)

WILD (TODOS JUNTOS)