Alcoolémia, Gene Loves Jezebel e D.A.D. – a segunda volta na máquina do tempo!

O que vimos em palco, amigos, não foi um homem: foi um animal de palco.
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Dia 26 de Janeiro foi a vez da segunda volta na máquina do tempo (na noite anterior, tivemos direito a uma maravilhoso buffet de algum do melhor rock dos anos 80/90: F.M., Hardline e Stage Dolls). Esta segunda volta não foi menos generosa que a outra: Alcoolémia, Gene Loves Jezebel e D.A.D. Quem pode pedir mais? O Salão Preto e Prata estava ainda mais cheio que na véspera (pelo que ouvi dizer, esta data esgotou).

A final da Taça da Liga que decorria nesse momento pode ter mantido alguns afastados mas, lentamente, com o fim do jogo, começaram a entrar (alguns felizes com o resultado, uns quantos claramente tão decepcionados que se diria que estavam a entrar num velório e não num concerto). A música é uma cura, contudo, e não se fez esperar. O lugar de entrada foi ocupado pelos Alcoolémia, que chegaram ébrios de energia. Tivemos um João Beato imparável (e que ocupou muito bem os sapatos de Jorge Miranda) que nos levou ao longo de clássicos e não só: ficou na memória a cover de Chiclete (herdeira dos também míticos Táxi) e de Rebel Yell (Billy Idol). Quanto aos clássicos, não faltaram: Para Quê Sonhar?, Fugir Para Quê ou o famoso Não Sei Se Mereço (em dueto com Nuno Norte). Fica, para salientar, as maravilhosas guitarradas de Pedro Madeira que demonstrou estar ao mesmo nível de excelência que todos os guitarristas internacionais que partilharam palco nas duas noites. “Não cumpri a minha parte”, cantaram em Não Sei Se Mereço – mas estão errados. Cumpriram sem dúvida.

© Jorge Pereira

Alcoolémia – galeria completa

 

Gene Loves Gezebel foram os seguintes. Jay Aston cuidou bem da voz ao longo dos anos e era difícil notar a diferença entre o seu vozeirão actual e o de há vinte anos atrás. Energia, muita! Sweet, Sweet Rain, Josephina, Desire tiveram o seu lugar merecido na set list. Momentos altos? Aponto obviamente Break The Chain e Motion of Love, ambas óptimas gasolinas para incendiar o público.

© Jorge Pereira

Gene Loves Jezebel – galeria completa

 

Por fim, e para completar a viagem no tempo, D.A.D. (Disneyland After Dark, para quem não sabe) fizeram a sua chegada triunfal. O que vimos em palco, amigos, não foi um homem: foi um animal de palco. Jesper Binzer não estava para brincadeiras. Querem rock? Vão levar com ele. Imparável, com mais potência talvez que o público inteiro junto, deu-nos a prova que a velhice é, em parte, uma questão de escolha. Evil Twin foi o primeiro tiro do canhão, ao qual se seguiram Rim Of Hell, Girl Nation, The Real Me (uma nova canção que se espera sair no próximo álbum que em princípio sairá em Maio) ou Point Of View. Jesper berrou, gritou, solou e foi para o meio do público cantar. Uma comunhão rara de se ver. E, sim, não se preocupem: claro que houve tempo para Sleeping My Day Away (e, sim, foi sem dúvida o cume do concerto).

© Jorge Pereira

D.A.D. – galeria completa

 

Uma noite memorável, onde todos se uniram pelo rock e pelos bons tempos, naquele tipo de comunhão em que já não se distingue banda e público mas em que todos se juntam para uma enorme apoteose.

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