Ana Bacalhau atuou na Sala Suggia, da Casa da Música, no Porto - Imagem do Som
19887
post-template-default,single,single-post,postid-19887,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,footer_responsive_adv,qode-theme-ver-11.2,qode-theme-bridge,wpb-js-composer js-comp-ver-5.2.1,vc_responsive
 

Ana Bacalhau atuou na Sala Suggia, da Casa da Música, no Porto

A Sala Suggia, uma sala requintada e única, esteve quase repleta para assistir ao novo projeto de Ana Bacalhau, “Nome Próprio”, o seu primeiro disco a solo.

Neste novo projeto, a cantora “canta-se a si própria” e não “os outros” como acontecia na “Deolinda”. A cantora encheu o palco com a sua energia e voz únicas, acompanhada pelos seus “pataniscas”.

“Menina Rabina”, como lhe chamavam, em pequena, quando se portava mal, tema composto e escrito pela cantora, transporta-nos para os ritmos quentes do samba brasileiro.

A energia e voz inconfundível, com um ADN muito específico e inimitável, continua a presentear-nos com temas como “Passo-me a tratar por tu”; “Leve como uma Pena”; “Respirar”, entre outros.

A cantora, não deixa de referir a importância de Fausto, um dos Pilares deste seu trabalho. Foi num concerto de Fausto que lhe surgiu uma ideia “ fantabulástica”, que a fez ligar à Capicua, também ela Ana, para lhe fazer umas rimas, de onde surge um  “hip hop tuga”  ou um  “corridip/ corridop”,  ou ainda como refere um “corridinho pastilha”. O tema,  “A Bacalhau” tem uma sonoridade única, o som do corridinho, tocado e composto por Luís Peixoto, é brutal, fez-me regressar aos tempos de infância, em que assistia, na rua, à fanfarra dos Bombeiros.

Ana Bacalhau canta e refere, também, como Pilar do seu disco, António Variações, outro momento único.

Nos momentos finais do concerto canta trovante, “Caravela” e fecha com chave de ouro, com o tema “Ciúme” de Miguel Araújo.

Ana Bacalhau, original como só ela, faz os agradecimentos ao som de “Blues” e regressa ao palco, após pedido do público, para cantar um tema de Elba Ramalho, “De Volta Pro Aconchego”, que canta para adormecer a filha.

Despede-se com “Morreu Romeu”.

Foi um concerto muito, muito bom. Valeu muito a pena, Ana Bacalhau é uma força da natureza com uma voz única e poderosíssima.

Felicidades e viva a música popular/tradicional portuguesa. Há que preservar e ter orgulho naquilo que fazemos e somos e a Ana Bacalhau mostrou ser um grande exemplo disso.

As fotografias são do Sérgio Magalhães: