Aniversário da Bazuuca: Só faz festa quem lá está

Os parabéns à promotora de João Pereira foram cantados ao som de muito rock, muito barulho. Ficou a pedir-se um mosh que nunca chegou.
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Em Braga, sê romano. É o mote dos dias de hoje, com as comemorações do Braga Romana a invadirem o centro da cidade. No Lustre, escondida dos centuriões, a festa foi outra.

A Bazuuca, promoção criada há quatro anos por João Pereira, celebrou o seu aniversário na discoteca Lustre com três concertos de bandas ascendentes no Norte: No!On , Cosmic Mass e Gator, The Alligator.

(Pode ler a entrevista da Imagem do Som a João Pereira sobre a Bazuuca e a cena do rock bracarense aqui)

O primeiro concerto, dos No!On, começou a meio gás, com o público lentamente a entrar no Lustre. A sala nunca chegou a encher – os romanos nas ruas fizeram questão de guardar as pessoas para si – mas quem foi apanhou com uma explosão de barulho e animação.

Voltemos aos No!On. A música negra, distorcida e arranhada da banda foi um choque para quem costuma ir ao Lustre aproveitar a discoteca. Márcio Alfama e Marco Pereira tocaram no chão, bem perto das pessoas, movendo-se pela sala de espelhos como se estivessem a ensaiar em casa. O registo nunca mudou, não houve mistura de sons e ritmos; a hora que tiverem serviu para espalhar o lado mais ríspido do rock a quem não os conhecia.

© Hélio Carvalho

Seguiram-se os Cosmic Mass. Bem mais animados, a banda de Aveiro foi para cima do palco e levou consigo um rock psicadélico, com transições a fazer lembrar os King Gizzard & The Lizard Wizard. Mas se esses famosos australianos têm dois bateristas para não parar de tocar, os Cosmic Mass lá iam parando para pedir finos, conversar e promover-se nas redes. “Sigam-nos no Facebook em Cosmic Mass, ou Cosmic Mass banda, ou o c******”.

© Hélio Carvalho

Ao fim de uma hora, era impressionante como é que os espelhos não tinham rachado, tal tinha sido a força com que tinham tocado. De ouvidos tapados pelo barulho, o público aproveitou o atraso dos Gator, The Alligator para descansar um pouco.

Depois de um soundcheck rápido e acabados de vir de outro concerto nessa mesma noite, os Gator, The Alligator foram os últimos a atuar. Lá em cima, não havia muita confiança nos pulmões. “Vai ser um desafio para nós conseguir ter ritmo cardíaco para fazer isto duas vezes”.

Não foi surpresa para ninguém que o tenham conseguido. Houve baquetas partidas, muito headbanging, covers de Black Lips… Só ficou mesmo a faltar o mosh, tal era a bomba de energia que os barcelenses largaram no Lustre. Do outro lado da discoteca, já se ouvia a música dos anos 80 que chamava por outro público. “Aquele lado também está muito fixe”, disse um dos membros da banda.

© Hélio Carvalho

A noite acabou assim em grande, com a discoteca bracarense a conhecer mais uma noite de rock. E do lado do público, lá estava João Pereira, com um grande sorriso na cara pela festa que deu.

4º Aniversário Bazuuca – galeria completa

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