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Band Of The Holy Joy estão, de novo, em Portugal

Os Band Of Holy Joy, estão de regresso a Portugal para 2 concertos (03 e 04 de novembro, Lisboa e Porto) com um novo album na bagagem.

Com uma vitalidade invejável, os Band Of Holy Joy são hoje um elegante processo criativo que se instala na música Indie (no próprio sendo do Indie), como o faz com as conotações “brechtianas” tão presentes nas encarnações passadas da banda. Eles têm uma linhagem, mas nunca se vergam por ela, preferindo forjar para a frente. Eles têm uma história, mas nunca se deixaram absorver por ela. Nos últmos anos eles têm crescido em silêncio, surgindo agora totalmente renascidos e com um renovado propósito de som e de visão musical.

Já este ano, editaram o EP “Brutalism Begin At Home”, com um som adocicado e pop, mas melodicamente sintonizado com o percurso da banda.
Recentemente assinaram com a Tiny Global, provavelmente a mais adequada editora para garantir uma boa cumplicidade em termos de roster e de visão estratégica, tanto para a banda como para o seu público, estando agendado o lançamento do novo álbum “Funambulist We Love You” para meados de outubro e que servirá de mote neste seu regresso a terras lusas.

Os Band Of Holy Joy são um sexteto formados por bateria, baixo, guitarra, teclas, voz e efeitos visuais.
Imprevisíveis em palco, encarnam na genialidade de Johny Brown a partilha de uma história secreta em cada canção, nunca deixando de honrar a sensibilidade punk das suas raízes, provocando no público sentimentos de felicidade na tristeza, o do belo no feio, tornando os seus concertos em momentos únicos de cumplicidade e intimismo com o público.

Por aqui, irão tocar temas clássicos presentes na compilação recentemente editada pela Rough Trade, “Clouds That Break The Sky” e depois de um breve intervalo, temas do novíssimo “Funambulist We Love You”.

A primeira parte dos dois espetáculos fica a cargo dos portuenses Quiet Affiar. Um assunto calmo, um som tranquilo, que se aconchega timidamente aos acordes e aos ritmos, deixando a melodia fluir com suavidade e, em crescendo, abraçado às palavras, rebenta refrões embebidos em arroubos de rock, encharcados em solos de guitarra, para, extenuado, deslizar na senda do instinto até à respiração final. Um registo com laivos de indie, em que a complexidade artística se apresenta maquilhada de simplicidade, em temas que enchem letras, numa textura alternativa que tudo junta e envolve e absorve e devolve, reinventado. Para ouvir uma, e outra, e outra vez, e ir descobrindo aos poucos, num crescendo viciante. O álbum de estreia de 2014 é rematado pelo EP que lançam neste concerto, e que encerra um ciclo criativo ao mesmo tempo que abre outro, mais maduro e ambicioso.