Battle Beast

Battle Beast ou Como Fazer Muito Com Poucos

Battle Beast ou Como Fazer Muito Com Poucos

Bruno Pereira
Bruno Pereira
Bruno Pereira nasceu em 1987 em Lisboa. Estudou cinema durante alguns anos e encontra-se actualmente a finalizar uma licenciatura em Filosofia. Não sabe ainda a data da morte.
A noite de 23 de Abril deve ter-se feito sentir como uma espécie de prenda metaleira pós-páscoa para os poucos que se dirigiram ao LAV para assistir ao regresso dessa força da natureza que se chama Battle Beast.

A noite de 23 de Abril deve ter-se feito sentir como uma espécie de prenda metaleira pós-páscoa para os poucos (sim, infelizmente) que se dirigiram ao LAV – Lisboa ao vivo, para assistir ao regresso dessa força da natureza que se chama Battle Beast. Mas vamos por partes, como sempre.

Os primeiros riffs a fazerem-se ouvir explodiram das cordas dos Arion, banda nascida em 2001 e que ganhou o primeiro pico de fama através do Concurso da Eurovisão finlandês. Tecedores dum power metal forte, se bem que pouco dado a caminhos originais, são uma opção a ter em conta para quem gosta do género.

© Jorge Pereira

Começaram com No One Stands In My Way – e, realmente, perdoem-me a crueldade, a banda não tinha realmente que se preocupar com alguém colocar-se no caminho dela porque, infelizmente, o número de presentes era verdadeiramente pequena. De certa forma, senti que isso foi um problema para a prestação do grupo. Lassi Vääränen revelou-se firme em palco mas parecia inegável um certo desmotivamento.

© Jorge Pereira

O que mais sobressaltou talvez tenha sido a comunhão musical entre guitarra e teclado, com as linhas de ambos os instrumentos a fundirem-se de forma energética e perfeitamente complementar. The Last Sacrifice e Unforgivable marcaram pontos, tal como o cantar de parabéns ao baterista. Foi, no fundo, uma prestação algo morna – mas um bom concerto, ainda assim.

Arion – galeria completa

 

Indiferentes ao número escasso de presentes (e que, apesar de tudo, já tinha aumentado um pouco com o avançar da noite), os Battle Beast provaram que, onde eles estiverem, a festa segue-se. E, se existem poucas verdades que possamos assumir como absolutas neste mundo selvagem, existe pelo menos uma inegável: Noora Louhimo é uma das melhores vocalistas actuais em palco, mais feita de fogo do que de carne, trazendo à memória as imagens mitológicas das grandes estrelas do metal do passado.

© Jorge Pereira

A restante banda, por seu lado, não se deixa empalidecer perante essa energia. Não poderia haver nome mais perfeito para esta banda. Aproveitando o lançamento do albúm mais recente, No More Hollywood Endings, deram tudo por tudo: Unbroken, Straight To The Heart, a nova “bomba” de arena Black Ninja, Raise Your Fists…no fundo: “Peçam, fãs, e ser-vos-á dado.” Total entrega, total energia.

© Jorge Pereira

Tivemos ainda oportunidade de conhecer o novo instrumento da banda, The Beast Tamer 2000, mescla de keyboards com bateria vinda directamente do Inferno. Os últimos dois tiros foram o já clássico King For A Day e Beyond The Burning Skies. Nada a apontar, a não ser boas coisas.

Uma banda obrigatória para ser ver ao vivo, nem que apenas uma vez, e que prova como, mesmo com poucos presentes, se pode fazer muito.

Battle Beast – galeria completa

Bruno Pereira
Bruno Pereira
Bruno Pereira nasceu em 1987 em Lisboa. Estudou cinema durante alguns anos e encontra-se actualmente a finalizar uma licenciatura em Filosofia. Não sabe ainda a data da morte.