Battle Beast ou Como Fazer Muito Com Poucos

A noite de 23 de Abril deve ter-se feito sentir como uma espécie de prenda metaleira pós-páscoa para os poucos que se dirigiram ao LAV para assistir ao regresso dessa força da natureza que se chama Battle Beast.
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A noite de 23 de Abril deve ter-se feito sentir como uma espécie de prenda metaleira pós-páscoa para os poucos (sim, infelizmente) que se dirigiram ao LAV – Lisboa ao vivo, para assistir ao regresso dessa força da natureza que se chama Battle Beast. Mas vamos por partes, como sempre.

Os primeiros riffs a fazerem-se ouvir explodiram das cordas dos Arion, banda nascida em 2001 e que ganhou o primeiro pico de fama através do Concurso da Eurovisão finlandês. Tecedores dum power metal forte, se bem que pouco dado a caminhos originais, são uma opção a ter em conta para quem gosta do género.

© Jorge Pereira

Começaram com No One Stands In My Way – e, realmente, perdoem-me a crueldade, a banda não tinha realmente que se preocupar com alguém colocar-se no caminho dela porque, infelizmente, o número de presentes era verdadeiramente pequena. De certa forma, senti que isso foi um problema para a prestação do grupo. Lassi Vääränen revelou-se firme em palco mas parecia inegável um certo desmotivamento.

© Jorge Pereira

O que mais sobressaltou talvez tenha sido a comunhão musical entre guitarra e teclado, com as linhas de ambos os instrumentos a fundirem-se de forma energética e perfeitamente complementar. The Last Sacrifice e Unforgivable marcaram pontos, tal como o cantar de parabéns ao baterista. Foi, no fundo, uma prestação algo morna – mas um bom concerto, ainda assim.

Arion – galeria completa

 

Indiferentes ao número escasso de presentes (e que, apesar de tudo, já tinha aumentado um pouco com o avançar da noite), os Battle Beast provaram que, onde eles estiverem, a festa segue-se. E, se existem poucas verdades que possamos assumir como absolutas neste mundo selvagem, existe pelo menos uma inegável: Noora Louhimo é uma das melhores vocalistas actuais em palco, mais feita de fogo do que de carne, trazendo à memória as imagens mitológicas das grandes estrelas do metal do passado.

© Jorge Pereira

A restante banda, por seu lado, não se deixa empalidecer perante essa energia. Não poderia haver nome mais perfeito para esta banda. Aproveitando o lançamento do albúm mais recente, No More Hollywood Endings, deram tudo por tudo: Unbroken, Straight To The Heart, a nova “bomba” de arena Black Ninja, Raise Your Fists…no fundo: “Peçam, fãs, e ser-vos-á dado.” Total entrega, total energia.

© Jorge Pereira

Tivemos ainda oportunidade de conhecer o novo instrumento da banda, The Beast Tamer 2000, mescla de keyboards com bateria vinda directamente do Inferno. Os últimos dois tiros foram o já clássico King For A Day e Beyond The Burning Skies. Nada a apontar, a não ser boas coisas.

Uma banda obrigatória para ser ver ao vivo, nem que apenas uma vez, e que prova como, mesmo com poucos presentes, se pode fazer muito.

Battle Beast – galeria completa

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