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Coliseu do Porto explode com Cage The Elephant

Cage The Elephant

Texto: Mónica Ferreira
Fotografias: Bruno Ferreira

Os Cage The Elephant vieram até ao Coliseu do Porto dispostos a fazer-nos explodir de energia. Os Twin Peaks fizeram o aquecimento desta noite.

Esta segunda-feira, dia 6, os Cage The Elephant rumaram até ao Coliseu do Porto para nos contagiarem com o seu rock eletrizante mas antes os Twin Peaks tiveram a árdua tarefa de já nos deixarem bem preparadinhos para o que aí vinha. Se conseguiram? Sim. Em apenas meia hora de espetáculo, foram capazes de nos aquecerem e de nos deixarem de braços abertos para recebermos a banda seguinte.

Assim que acabou a atuação dos Twin Peaks estava na hora de preparar o palco para os Cage The Elephant. Sem grandes atrasos, o concerto arranca e desde logo que nos coloca aos gritos e aos saltos. “Cry Baby” foi o primeiro momento onde o público se mostrou mais afetivo e nervoso.

Apesar de fazer parte de “Tell Me I’m Pretty”, o mais recente trabalho dos norte-americanos lançado no final do ano passado, não foi razão para que a canção não estivesse na ponta da língua. Isso mesmo, com nem dois meses de existência já é algo bastante conhecido e apreciado pelos fãs ou não tivessem cantado praticamente lado a lado com Matthew Shultz.

Fazia parte também do alinhamento deste concerto “Too Late to Say Goodbye” e “Cold, Cold, Cold”. Pois bem, é suposto levar-nos à loucura? É porque se não têm intenção, lamento mas saiu-vos o tiro furado. Assim que soam os primeiros acordos as pessoas transformam-se e do nada temos energias a confluírem e darem origem a momentos de pura diversão.

“Melophobia” foi também abordado nesta segunda-feira chuvosa, de onde se extraíram “Spiderhead” e “CigaretteDaydreams” nas quais o público nem hesitou em emprestar as suas vozes à do vocalista mostrando o coro exemplar que o povo português é.

A noite terminou com uma versão de “Jane’s Last Dance”, de Tom Petty, onde Matthew nos derrete com a sua harmónica.

A passagem da banda por terras lusas ficará para sempre marcada na memória dos fãs e dos próprios norte-americanos, ou não tivessem cobiçado a sorte que temos em acordar todos os dias com uma vista destas.

Depois de um concerto repleto de energia, ficou a esperança de poder assistir a mais uns espetáculos destes senhores e já estão confirmados para a 11ª edição do NOS Alive.