Crystal Fighters trazem o verão de março ao Porto

O fim-de-semana trouxe o sol e o bom tempo, mas o domingo à noite no Hardclub veio com um verão precoce.
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Os Crystal Fighters encheram a sala do Porto com centenas de pessoas para uma noite de muita dança, muitos saltos e um Mercado Ferreira Borges que esteve perto de rebentar com os seus míticos ferros.

O palco estava enfeitado com estruturas do mais recente álbum dos britânico-espanhóis, “Gaia & Friends”. O álbum, que saiu no início de março, acabou por ser pouco explorado e o concerto andou mais em torno das festas de discos anteriores.

© Teresa Mesquita

Os Crystal Fighters entraram em palco, todos de branco, e abriram o concerto com “I Love London” depois de uma enorme e brilhante entrada cheia de percussão. O público estava acordado e pronto para o que aí vinha, com palmas a compasso. Estava dado o mote para toda a noite.

Seguiram-se “Follow” e “LA Calling”, músicas mais antigas do repertório da banda. Nos intervalos das músicas, Sebastian Pringle aventurava-se no seu castelhano e pedia ao Porto para “caminar” com ele.

© Teresa Mesquita

Do outro lado, não se “caminava”; corria-se. Sprintava-se, até. O público não parou de saltar de braços no ar, durante uns bons trinta minutos. A energia da sala completamente cheia fez o recinto, com capacidade para 1000 pessoas, parecer minúsculo.
“Yellow Sun”, do álbum “Everything is My Family” de 2016, trouxe uma das maiores ovações da noite (se é que houve alguma música que não teve boas reações). O pop-rock era acompanhado de um strobe de luzes bem forte, que entrevia caras suadas, mas longe de estarem cansadas.

Os saltos e pinchos pararam um bocado para algumas músicas mais calmas, mas foi apenas uma pausa técnica. Novos hits do grupo, nova explosão. Primeiro “Love is all” e, depois, “Boomin‘ In Your Jeep”. Entre as duas músicas, o vocalista pede que se faça uma “experiência” e que o Hardclub se conecte, palma com palma. O público responde, esticando os braços. Ouve-se o bater de palmas, amigos com amigos, desconhecidos com desconhecidos.

© Teresa Mesquita

Seguiram-se “Runnin”, do novo álbum, “All My Love” e “Wild Ones”. O ritmo abranda ligeiramente e o público, já um bocado desgastado, troca a dança pela voz e canta cada refrão com afinco.

Já perto do final do concerto, entra em palco a veia latina dos Crystal Fighters. “All Night” e “Champions Song” atiram o Hardclub uns quantos quilómetros para a costa e tornam na noite de domingo um sunset de verão. As luzes mais coloridas, a percussão e as guitarras e a dança de Eleanor Fletcher e Louise Bagan no palco são uma bomba de boas energias na noite do Porto.

Em “Lay Low”, Pringle pede que se baixe as luzes e que cada pessoa ligue a lanterna do seu telemóvel. Já não há isqueiros como antigamente. Mas funciona. Sebastian Pringle quer que o público encontre o seu amor e a sua “shining light”.

© Teresa Mesquita

A banda abandona o palco mas o público continua a cantar o refrão de “Lay Low”. O técnico de luz ajuda, as luzes tremem com cada palma e os Crystal Fighters voltam para mais um bocado.

A banda aproveita o lanço dado pelo público, a percussão apanha o ritmo das palmas e tocam “At Home”, do álbum “Star of Love”.
O final de um concerto assim só podia ser grandioso. Com a banda notoriamente feliz e um público que claramente sentiu que o bilhete valeu a pena, acabaram a noite de agosto com “You and I”.

A banda sai de palco, acena e não volta, mas o público continua a cantar sozinho. Um final energético que só podia deixar um bom travo no ar.

 

Crystal Fighters – galeria completa

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