Crystal Viper – Metal e Magia

O RCA persiste na sua missão de oferecer ao público português algumas das pérolas do metal que rolam pelo mundo.
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Desta vez, abriram campo a uma banda da Polónia, os Crystal Viper, o “bebé” da vocalista Marta Gabriel, uma das melhores frontwomen do metal actual. Se dúvidas existissem em relação a isso, ficaram liquidadas e esclarecidas com este concerto.

Não vieram, contudo, sozinhos: a ombreá-los, fizeram-se acompanhar de duas bandas portuguesas, Toxikull e Deadlyforce, que, se menos famosas em relação aos cabeça de cartaz, demonstraram que em qualidade e entrega não ficam atrás em nada.

Os primeiros a rasgar foram os Deadlyforce e começaram muito bem, com Witchcraft and Blood, um óptimo murro-na-cara como entrada e um vistoso trabalho de guitarra, que se vê logo no vertiginoso tapping do solo de entrada. Na verdade, as melodias de guitarra são uma das grandes forças desta banda, a cargo de Tainan Lucas e Hugo Fernandes. Acompanhado por um baixo e uma bateria-metralhadora, a voz de Flávio Lino brilhou por toda a prestação até finalizar em From This Hell.

© Jorge Pereira

Deadlyforce – galeria completa

Pequena pausa, uma cerveja, um cigarro – e sobem os Toxikull, carregados com adrenalina e trash metal suficiente para aumentar um pouco mais a agitação, com o RCA já mais cheio. O grito de guerra escolhido foi Vicious Life (dedicada originalmente à memória do eterno Lemmy Kilmister dos Motorhead) e foi suficiente para deixar o público refém. Com riffs demolidores, e toda uma aura reminiscente dos bons anos 80, conquistaram com armamento tão poderoso como Black Sheep e Surrender or Die. E, claro, Lex Thunder mostrou ter uma voz indomável e uma presença fantástica ao leme da banda.

© Jorge Pereira

Toxikull – galeria completa

Mais um cigarro (ou dois) e mais uma cerveja (ou três) e entram Crystal Viper. Ora, se ainda há pouco falávamos de feitiços, Marta Gabriel não podia ter feito melhor escolha para mostrar as credenciais que com The Witch Is Back (do óptimo albúm de 2017, Queen Of The Witches). E, não o neguemos, a senhora sabe enfeitiçar bem. Com uma presença tão marcante quanto a voz, revelou-se dona e senhora do palco e da guitarra, enquanto lançava: “I’ll come for you, you’ll pay us with your life”.

© Jorge Pereira

Crystal Viper – galeria completa

Bom, ninguém teve que dar a vida mas o público deu todo o apoio que podia à causa. The Fury, Julia Is Possessed, It’s Your Omen e Night Prawler foram alguns dos pontos altos, todos eles bem escolhidos por entre o cardápio da banda. At The Edge Of Time marcou o fim do concerto mas não do feitiço: as saudades de mais ficaram.

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