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Daniel Cavanagh – A música como terapia

Daniel Cavanagh – A música como terapia

Rui M. Teixeira
Rui M. Teixeira
Natural do Porto, apreciador dos sons mais pesados, desde o rock progressivo ao heavy metal clássico e aos mais extremos, do death metal, grindcore, etc.
Numa noite fria de inverno o regresso ao Porto do mentor, compositor e guitarrista dos Anathema Daniel Cavanagh propunha-nos uma atuação acústica e intimista.

O que ninguém imaginava é que fosse assim tão intimista, a sala do Hard Club com lotação pela metade, e um Daniel disposto a abrir o coração perante todos os presentes, foram os ingredientes que fizeram desta, uma noite especial.

A noite começou com uma versão do famoso “Another Brick in the Wall” dos Pink Floyd e daí para a frente um muito bem-humorado Daniel ia conversando com o público entre os temas, dos mais diversos assuntos, desde o clima, futebol, brexit, etc tornando a atuação praticamente informal.

© Mário Monteiro

Conforme o próprio afirmou, está a passar a fase mais horrível da sua vida pessoal, os últimos 3 anos foram muito “dark”, resultado de toda a pressão que o mundo da música acarreta, mas que tem sido na música, nos concertos e no contacto com os fãs que tem encontrado a melhor terapia.

E foi ao som de temas como “Ariel” que fala da sua filha de 5 anos, “Fragile Dreams” sobre a relação conturbada dos pais, “The Exorcist” sobre os fantasmas da personalidade do pai, que Daniel fez essa mesma terapia em cima de palco, falando abertamente e sem complexos do que lhe vai na alma.

© Mário Monteiro

Vários grandes êxitos dos Anathema desfilaram pela noite dentro, com destaque para “Lost Control”, “Untouchable”, mais uma cover dos Pink Floyd “High Hopes” e um presente que Danny quis dar ao público português, tocando “One Last Goodbye – Part 2” acabada de compor e que está sublime.

Foi de facto uma noite de partilha de música e sentimentos, que todo o público agradeceu com um grande e emocionado aplauso final.

Thanks Danny, foi lindo!!!

Daniel Cavanagh – galeria completa

Rui M. Teixeira
Rui M. Teixeira
Natural do Porto, apreciador dos sons mais pesados, desde o rock progressivo ao heavy metal clássico e aos mais extremos, do death metal, grindcore, etc.