Dead Combo: por uma noite, o Porto teve um novo hotel de 5 estrelas

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Os Dead Combo vieram à Casa da Musica, mostrar o seu mais recente trabalho “Odeon Hotel”. E apresentaram-se de forma simples e tal como são, como tem sido hábito ao longo dos seus 15 anos de existência.

Texto: Paulo Inácio

Por uma noite, a sala Suggia fez parte deste hotel recente, que se encheu de gente, para conhecerem todo o seu esplendor ao vivo e a cores. O concerto girou à volta do novo álbum e até se iniciou com os mesmos temas: Deus me dê grana e Mr. & Mrs Eleven revelando uns Dead Combo diferentes, com um som mais “internacional,” sem tanta influência da sonoridade portuguesa que os caracterizava nos álbuns anteriores. A este facto não estará indiferente do produtor do álbum ter sito Alain Johannes, que já trabalhou, entre outros, com Queens of The Stone Age, PJ Harvey, Arctic Monkeys. Com um ecrã gigante atrás, onde passavam imagens que acompanhavam as músicas que iam sendo apresentadas, recebem a primeira salva de palmas, após tocarem The Egyptian Magician, música dedicada ao Zé Pedro dos Xutos & Pontapés.
Continuando a mesclar músicas do novo álbum com algumas mais antigas, tais como Rodada e Cuba 1970, vão mostrando que com esta formação são um amalgama de influências, e que permitem elevar o som dos Dead Combo, a novas alturas. Em Esse olhar / Povo e Mr. Eastwood, voltamos a ouvir apenas as duas guitarras, recebendo a maior salva de palmas ate ao momento.
De seguida, ficamos a saber que Pedro Gonçalves, não pode estar presente (encontra-se gravemente doente) e que “aparece quando tiver que aparecer”, conforme confirmou a sua cara-metade, Tó Trips. Foi substituído na guitarra por António Quintino, um amigo e colaborador, de longa data da banda. Acompanhando as guitarras, estiveram ainda Gui e Gonçalo Prazeres no saxofone, Gonçalo Leonardo no contrabaixo e ainda Alexandre Frazão na bateria.
Ao longo de quase duas horas de duração foram deliciando o público com a sua música, terminando com Theo’s Walking que incluiu um solo de bateria. À medida que os músicos abandonam o palco, são contemplados com mais uma salva de palmas.
Para encore ficaram guardadas duas músicas. Miúdas e Motas e Lisboa Mulata. Esta última, a mais aguardada da noite, e com novos arranjos é tocada de forma vertiginosa que deixa o público totalmente rendido à mestria dos intérpretes. Não se poderia imaginar um final melhor para um concerto que provou que os “mortos” ainda têm muito para nos oferecer. 

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