DJAVAN apresenta “Vesúvio” no Coliseu do Porto

“Vesúvio” ilustra a beleza e atração que um vulcão exerce, ao mesmo tempo que tem o poder da destruição.
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Djavan é um dos expoentes máximos da música brasileira. A mestria das suas composições aliada aos sons de uma diversidade de estilos – samba, soul, jazz, pop, bossa nova e MPB – destacam-no entre os seus pares. Caetano Veloso inventou até o verbo “djavanear” referindo-se a essa lírica muito própria e maneira distinta de fazer as coisas.

Djavan, aos 70 anos, veio em tournée com o seu 24º álbum “Vesúvio” lançado no final de 2018. Deu-lhe este nome para ilustrar a beleza e atração que um vulcão exerce, ao mesmo tempo que tem o poder da destruição. Refletindo e escrevendo sobre tudo o que envolve este disco, verifica-se que ele tem momentos políticos que sobre o período conturbado do processo eleitoral brasileiro e contrastes com temas idílicos, como o amor e a natureza.

© Teresa Mesquita

Acompanhado por 5 músicos: guitarrista, baixista, baterista e dois pianistas, o concerto começou com Viver é Dever, extraído do último álbum e centrado na natureza «Tem de plantar muito mais/Reflorestar ideais/Ideia boa não acontece à toa/Uma vida pra ser bem vivida/Tem que se dar…A paixão é o sol».

Continuou com o hit Eu te Devoro no fim do qual agradece: «Obrigado! Salve Porto! Espero que seja uma noite para guardar na memória, que seja uma noite sensual e onde possamos ser muito felizes!». Seguiu-se Topázio, e pais uma incursão pelo novo álbum com Solicitude, onde o discurso se torna político «Guerra vende armas/Mantém cargos/Destrói sonhos/Tudo de uma vez».

© Teresa Mesquita

Depois cantou Quero-Quero e Nuvem Negra, tema composto para Gal Costa e que tem sido pouco cantado por Djavan. Seguiu-se Cigano onde o baixo brilhou e, num registo intimista, partilhou Esquinas, animando de seguida para Acelerou. Sozinho em palco, volta a “Vesúvio” com Madressilva e Orquídea, letras sui generiss com o nomes latinos de várias espécies de orquídeas, inspiradas no seu sítio em Petrópolis, no meio da Mata Atlântica, onde coleciona 850 plantas de 360 varieddes diferentes, e para onde se retira sempre que pode.

Os músicos retornaram, para Flor de Lis e, logo de seguida, Vesúvio, tema que dá nome ao álbum. Prosseguiu com Nem um Dia e Baile. Em Linha do Equador o público levantou-se e veio para a frente do palco, de onde não mais saiu até ao final do espetáculo

© Teresa Mesquita

O concerto continuou num registo mais descontraído, de festa, com a plateia de pé a aplaudir e a dançar, catando em coro as letras mais que conhecidas.

Seguiram-se Se, Samuraie Sina. Para o encore Djavan, visivelmente bem-disposto, e perguntando se queriam mais, cantou um medley de 4 temas: Oceano, Um Amor Puro, Lilás e Seduzir, terminando assim uma noite memorável.

Djavan Galeria Completa

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