Eliane Elias regressa à Casa da Música

Eliane com já cerca de 26 álbuns no currículo não é uma estranha na Casa da Musica, é já o seu quarto ou quinto concerto nesta sala e partilhou que uma dessas vezes coincidiu com o seu aniversário.
Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn

Após um hiato de 3 anos em Portugal, Eliane Elias apresentou-se quarta-feira dia 15 de maio na Casa da Musica depois de Lisboa no dia 14 e prosseguindo para Aveiro, dia 17 e na Figueira da Foz, dia 18.

Eliane ao piano acompanhada de Marc Johnson no contrabaixo e Tiago Michelin na bateria iniciou o concerto com “ O morro não tem vez” de António Carlos Jobim, um dos seus autores predilectos. Eliane com já cerca de 26 álbuns no currículo não é uma estranha na Casa da Musica, é já o seu quarto ou quinto concerto nesta sala e partilhou que uma dessas vezes coincidiu com o seu aniversário.

Seguiram-se 2 temas do seu álbum “Made in Brasil” de 2015 com o qual ganhou o seu primeiro Grammy. O primeiro “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso e o segundo “Você” de Roberto Menescal, no qual o público fazia o coro e ía cantando «você..você…»
Interpreta “You and the night and the music” de Bill Evans e continua com “Sambou sambou” do seu álbum de 2017 “Dance of time” que lhe valeu o segundo Grammy.

Eliane Elias é única, o jazz corre-lhe nas veias e facilmente se reconhece o seu estilo musical que mistura o jazz e as suas raízes brasileiras aliados ao seu virtuosismo ao piano.
Segue-se um momento mais intimista no qual onde se houve apenas o piano interpretando “Por causa de você” de Tom Jobim, animando logo em seguida com “Sandália de prata” de João Gilberto.

Continua com “To each his Dulcinea” do seu álbum instrumental “Man of la Mancha” baseado no musical da obra de Miguel Cervantes “ Don Quixote” gravado em 1995 e por questões contractuais lançado apenas em 2018 estreando-se em primeiro lugar no Billboard Jazz Chart.

Num ritmo de frevo, ritmo carnavalesco do norte do Brasil inicia ”Uma pequena fofoca” aproveitando para apresentar os músicos já num preâmbulo da despedida.

Anuncia «uma viagem por Tom Jobim» que considera «a música perfeita para acabar qualquer espectáculo e que nunca sai igual duas vezes».

Para o encore aceitou o pedido dos espectadores e cantou” Chega de saudade” feliz por o seu público conhecer o seu repertorio. Termina com “Só danço samba” com o público ajudando a cantar o refrão «vai,vai,vai…», comentando emocionada «Que lindos!» saindo de cena depois da ovação final.

OUTRAS REPORTAGENS