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Enoque, a entrevista

Enoque é um nome que está, por norma, associado a outros músicos. Agora a solo, tem a possibilidade de demonstrar o seu real valor.

Para quem não conhece nem nunca ouviu falar de Enoque, muito resumidamente, como te poderias descrever?

Sou um jovem músico, de 24 anos, nasci no Brasil, mas com 3 anos de idade os meus pais emigraram e desde então vivo em Portugal. Cresci sempre rodeado de musica, do soul ao funk, colaborei e trabalhei com imensos artistas, entre eles a Aurea e os HMB, e achei que agora era o momento certo para me lançar a solo.

Apesar de teres nascido no Brasil, vieste para Portugal com três anos. Mesmo assim achas que deu para trazer referências culturais do Brasil para a tua música?
De certa forma, a minha identidade é resultado de um cruzamento dessas duas culturas, portuguesa e brasileira, pois apesar de ter crescido em Lisboa, grande parte da minha infância foi marcada também pela cultura trazida pelos meus pais. Acho que inevitavelmente isso se transporta para a minha música, na maneira como me expresso muitas vezes através de ritmos mais dançáveis e alegres.

Já fizeste duetos com grandes artistas nacionais, como por exemplo o caso da Aurea e os HMB. Porquê esta escolha para entrar no panorama musical? Para aprender ou ganhar atenção do público mais “massivo”?
É verdade. Tanto num caso como noutro, tive o prazer de ser convidado para o fazer, no caso dos HMB eu já trabalhava com eles há algum tempo então foi algo que surgiu naturalmente, não só o convite como todo o processo de escrita e gravação da canção. No dueto com a Aurea, eu já tinha estado envolvido com a canção antes, pois escrevi o tema em conjunto com o Héber Marques, então o convite por parte dela foi uma agradável surpresa. Sou fã tanto dos HMB como da Aurea há imenso tempo e por isso acima de tudo tenho um grande orgulho em ter participado nestas canções.
Achas que é justo dizer que o teu tipo de música é um espelho daquilo que és no teu dia-a-dia?
Eu sou uma pessoa que gosta de se divertir, de fazer as pessoas sorrir, e a minha música acaba por ser uma extensão disso. Tanto reflete essa boa energia, como também é vulnerável e transparente com determinados sentimentos.
Em 2018 vais lançar o teu primeiro álbum a solo. Qual é o teu feeling para este teu primeiro grande trabalho?
Estou muito entusiasmado, diria até, ansioso para mostrar às pessoas o que tenho feito. Este primeiro disco é a primeira grande “apresentação” do Enoque, de canções originais da minha autoria em português. Explora diferentes mundos e timbres musicais, com beats eletrónicos e ritmos frescos, e também baladas dentro do Soul e RnB. 
Como se vai chamar este álbum? E já tem data concreta de lançamento?
O nome ainda não posso revelar… Mas será em Fevereiro de 2018!
Nas redes sociais já te chamaram o Bruno Mars português. Vês este tipo de comentários como um elogio ou preferes não te colocar em comparações com outros artistas?
Eu acho que as pessoas são tendencialmente levadas a associar algo novo a uma referência que já tenham. Eu sou um grande admirador do Bruno Mars, acho que talvez as pessoas associem por termos talvez algumas parecenças físicas, ou talvez por dançarmos… Não sei, eu não me importo com comparações, mas fico feliz que seja com uma figura que eu admiro!
Já percebemos que também te dás muito bem em temas acústicos. Achas que juntar esse tipo de músicas com géneros mais ritmados faz de ti um artista multifacetado e voltado para várias vertentes musicais? Gostavas de ficar com esse rótulo de “artista completo”?

Eu quero sempre ser genuíno naquilo que apresento. A verdade é que a maioria das minhas canções, quer sejam mais para dançar ou mais calmas, normalmente nascem à guitarra, por isso penso que vou ter sempre essa ligação à vertente acústica, e é algo que gostava de no futuro ter também nos meus concertos. Penso que o objetivo de qualquer artista é atingir o seu potencial máximo, por isso sim, um dia gostava de ser um “artista completo”!

Já lançaste dois temas deste novo disco a sair em 2018. Como tem sido o feedback dos fãs?

Tem sido incrível. Há sempre um pequeno nervosismo em lançar uma música nova para “mundo” ouvir, então receber depois uma resposta tão positiva das pessoas, saber que gostam, que ouvem, que dançam ao som das minhas músicas, é a melhor motivação que um artista pode ter.

“Jura”, tema que partilhas juntamente com Anselmo Ralph, é uma das músicas que já estão aí nas bocas do mundo. Vais ter mais alguma participação especial neste novo disco? 

É possível que sim… Vão ter de comprar o disco em Fevereiro para saber!
Expetativas para o ano de 2018? Pessoal e profissionalmente?
Neste momento o meu grande objetivo para 2018 é mesmo lançar o meu primeiro disco. Vai ser o culminar de tanto trabalho e ao mesmo tempo, uma vitória pelo qual já espero há algum tempo. Quero muito começar a tocar ao vivo estas canções, dar concertos em Portugal e quem sabe lá fora também, mas acima de tudo, que as pessoas se identifiquem com a minha música.