“Estrada Branca” é lançado em LP e dá origem a três concertos únicos

Mônica Salmaso e José Pedro Gil homenageiam José Afonso e Vinicius de Moraes, num projeto que ainda junta Carlos Tê e Manuel Aires Mateus

No ano em que se assinala o 90º aniversário de José Afonso, o projeto “Estrada Branca” ganha nova vida, desta forma em formato físico. Um LP gravado ao vivo, aquando da estreia do projeto musical em 2017, e que contou com passagens pelo Mosteiro de São Bento da Vitória (Porto), Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra) e São Luiz Teatro Municipal (Lisboa). As vozes de Mónica Salmaso e José Pedro Gil voltam a reencontrar-se em julho para três concertos únicos em Portugal, com partilha do universo de dois nomes maiores da música portuguesa e brasileira: José Afonso e Vinicius de Moraes. O primeiro espetáculo, que coincide com o lançamento do álbum, é já dia 8 de julho, às 21h30, no São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa.

“Estrada Branca” – da autoria de José Pedro Gil, Emanuel de Andrade, Mônica Salmaso, Teco Cardoso, Nelson Ayres e Carlos Tê – reúne, no mesmo palco, duas vozes separadas também pela cultura e história de cada país. Se Vinicius cantava com leveza, José Afonso escrevia sobre liberdade e reivindicava uma revolução. Vinicius encabeçou a “época dourada” do Brasil, e o cantor português foi “traficante das cadências de Angola e Moçambique”.

Após a passagem por Lisboa, “Estrada Branca” segue para a Casa da Música, no Porto, dia 10 de julho; sendo que a digressão termina com um concerto no Castelo do Alandroal, no Alentejo, no dia 19 de julho. Os bilhetes para Lisboa e Porto já estão à venda e podem ser adquiridos nos respetivos espaços e bilheteiras online.

Carlos Tê é responsável pela dramaturgia do espetáculo

A origem de “Estrada Branca” remonta à participação de Mônica Salmaso no disco “Outro tempo, José Afonso” (2015), de José Pedro Gil. Nesse momento, os intérpretes decidiram convidar Carlos Tê para a dramaturgia de um novo espetáculo que os ajudou a traçar caminhos em que a obra de José Afonso e Vinicius de Moraes se cruzam. Com um disco prestes a ser lançado e três concertos marcados, “o resultado foi uma felicidade merecedora de ser estendida no tempo e no espaço”, como afirmou Carlos Tê.