Everything Is New : O Tsunami Musical 2016

Everything Is New prepara tsunami musical , que promete esmagar a concorrência e dificultar a vida malvada das maiores bandas nacionais

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Por Ivo Carvalho

A produtora de eventos Everything Is New (EIN), nos últimos anos responsável pela vinda a Portugal dos nomes maiores do panorama internacional, prepara para 2016, um autêntico tsunami musical , que promete, não só esmagar a concorrência, mas ao mesmo tempo dificultar a vida malvada das maiores bandas nacionais.

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A um ritmo frenético, a EIN têm vindo a anunciar, para o próximo ano de 2016, bandas e artistas de estatuto dourado e nome sonante, todos com concertos em nome próprio, que garantem salas esgotadas. AC/DC, Adele, Justin Bieber, Iron Maiden, The Cure, Muse, Florence & The Machine, Boyce Avenue… há concertos para todos os gostos.

Perante um cenário como este,  fica a curiosidade em assistir à reação da concorrência, nomeadamente a dos festivais mais sonantes, como o Super Bock Super Rock da Música no Coração (que já anunciou JamieXX, Mac Demarco, The National e Kurt Vile), o Nos Primavera Sound, da portuense PicNic e até mesmo o todo poderoso Rock in Rio, do clã Medina (já com os Hollywood Vampires de Alice Cooper e Johnny Deep, os Maroon 5 e os recauchutados Queen), o Meo Marés Vivas da Portoeventos (já com o jurássico Elton John como cabeça de cartaz).

O próprio NOS Alive (com Pixies, Years & Years, Foals e Wolf Alice), o grande evento da EIN, tem para  2016, a fasquia colocada bem no topo. Sendo certo que, ano após ano, o festival do Passeio Maritimo de Oeiras consegue oferecer ao publico português o melhor cartaz de cada verão, cresce a expectativa em relação aos nomes maiores que ainda estão para surgir. Nenhum deles, certamente, terá o poder de alguns dos grupos já anunciados pela produtora lisboeta; não se afigura como provável a vinda de David Bowie (nem mesmo ao Vodafone Paredes de Coura…), dos The Who ou de uns renascidos Pink Floyd…

Mas se o panorama que nos oferecem para 2016, tem a virtude de encantar os milhares de fãs de cada um dos grupos anunciados e o efeito positivo de exigir impossíveis à concorrência, traz consigo, também, um forte dano colateral, capaz de dificultar ainda mais a existência das melhores bandas nacionais. A maré de grandes concertos que se avizinha, vai obrigar a escolhas cada vez mais complicadas; o tempo não sobra e os recursos para o viver mantêm-se parcos. As opções tendem a resvalar para o que vem de fora; pela qualidade, pela quantidade e, claro está, pela oportunidade quase única de venerar os ídolos num palco ali ao lado.

P.S. E faltam os U2, da Ritmos & Blues…

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