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DESTAQUESNOS ALIVE

Foo Fighters animam segundo dia de NOS Alive

Texto: Alexandre Carvalho
 Fotografias: Mário Monteiro

O segundo dia de NOS Alive traz Foo Fighters e o seu rock n’ roll anima a noite durante 2h30.

Ameaças de chuva (que se concretiza timidamente no final da noite) para o segundo dia do festival NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés.

Mais e mais festivaleiros, mais uma enchente de 55 mil pessoas, e vá se lá entender porquê, centenas de tshirts dos Nirvana. É óbvio que percebemos porquê: Dave Grohl dá-nos rock’n’roll. Ninguém lhe pediu mais que isso, mas ele deu… Muito mais.
Jehnny Beth, assume o protagonismo do espetáculo das Savages, que provavelmente marca o final de tarde do festival – uma interação com o o público que passou (positivamente) os limites. Canções de “Adore Life” agitaram cedo o público com o pós-punk da banda londrina.
Ainda com mais sol do que nuvens, tempo de nos cruzarmos com o cancioneiro (tão conhecido, e bem reconhecido) de Tiago Bettencourt. Canções como “Carta” ou “Laços” dos Toranja, são balançadas com um equilíbrio compreensível entre as canções mais recentes do músico e compositor. “Morena” é o encerramento de um serão altamente agradável no palco principal, sendo um dos momentos mais cantados pela audiência deste segundo dia de festival (bem como a canção “Laços”).
À semelhança do que aconteceu no primeiro dia de NOS Alive, há um espaço demasiadamente pequeno em dimensão para o interesse musical. Mas hoje há uma diferença: é mesmo fado. Carminho foi a protagonista do EDP Fado Café, que gerou uma expectável enchente da sala onde actuou (tentamos, mas não conseguimos entrar).
Os Modernos de Tomás Wallenstein, brindam o público com uma tentativa por vezes punk de Capitão Fausto. Os músicos lisboetas mostram no Palco NOS Clubbing mais do que palavras e desabafos: frases e riffs entre o baixo e a guitarra, à frente de uma bateria quase sempre numa dinâmica de força e intensidade.
“Wild Flower” é a canção de abertura de um concerto dos The Cult que poderá ter deixado a desejar o público de variadas nacionalidades hoje na audiência: um espectáculo cuja primeira metade não é capaz de gerar euforia numa plateia, já mais desperta e incluída na reta final do concerto. É quando Ian Astbury canta “She Sells Sanctuary” que a atuação dos The Cult vê o seu ponto alto chegar.
Pano de fundo instalado no palco principal, tempo dos The Kills aquecerem a plateia desejosa por receber os cabeças de cartaz que se aproximavam. Aqueceram? Talvez não, mas ficou a essência: Alison Mosshart e Jamie Hince, entre o seu rock, punk e indie fecham um concerto mais introspectivo do que interativo com “Love is a Deserter”.
Acordes desgarrados, amplificadores ligados, bombo e pratos da bateria em atividade: chegaram os Foo Fighters! Entrada pujante da banda que atraiu dezenas de milhares de pessoas ao palco principal do NOS Alive: não há demoras, é a celebração máxima do rock – “Times Like These” é logo a segunda canção do alinhamento da banda.
Euforia instalada entre uma faixa etária de plateia abrangente a entoar ao máximo nível temas como “These Days”, “Congregation”, entre muitos outros.
“The Pretender” foi como se esperava, um dos momentos altos de uma noite de energia contagiante, com o grupo rendido ao espírito do público.
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