Frankie Chavez na estrada com a “Don’t Belong Tour”

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É hora de Frankie Chavez voltar ao palco, de novo sem o amparo de uma banda, de novo disposto a olhar o público nos olhos, sem segredos e sem truques, sem distanciamentos e sem barreiras.

“Eu comecei a tocar sozinho, apenas voz e guitarra, sem rede. Depois com um baterista, depois em trio e agora, para este último disco, Double or Nothing, tenho tocado em quarteto. Tem sido uma boa viagem partilhar o palco com mais músicos. No entanto senti necessidade de estar mais próximo das pessoas. Por vezes tocar com banda faz com que nos distanciemos um pouco do público”, conta-nos Frankie. “Quero estar mais próximo das pessoas e focar- me nessa interação que se cria entre quem canta as músicas e quem as escuta”, explica o artista.
Frankie Chavez confessa que aprecia a liberdade que a solidão em palco lhe confere, a possibilidade de se sentir solto, de ceder ao impulso do momento em improvisos que transformam cada uma das apresentações em momentos únicos e irrepetíveis.

“Basicamente”, clarifica Frankie, a tour “I Dont Belong” é uma maneira de eu voltar às raízes daquilo que foi o meu começo. Eu e a guitarra, uma loop station e poder tocar os temas como me der na cabeça na altura. Claro que as estruturas das canções estão lá, mas se me apetecer prolongar um solo ou mudar uma introdução quero ter liberdade para o fazer”.

Com banda, sempre com músicos de excepção, Frankie Chavez também investiu muitas vezes por terreno desconhecido, mas a expansão discursiva do improviso tem menos condicionantes quando não há outros instrumentos por perto. E Frankie Chavez, como se sabe, gosta da aventura. Não saber para onde se vai, admite o homem que gosta de apostar o dobro a cada novo passo, só aumenta o prazer da viagem: “O facto de estar sem rede e de me desafiar a mim mesmo ao vivo, com a possibilidade de erro ali o lado, mexe comigo. É mais urgente e leva as coisas a um limite que torna a experiência mais intensa. Sinto falta disso…”

É, literalmente, como saltar para cima de uma onda e não saber exactamente o que vai acontecer a seguir. Frankie promete tocar em todos os discos da sua carreira, do ep de estreia até ao mais recente Double Or Nothing. E ao seu lado, no palco, haverá muitas guitarras eléctricas e acústicas, a portuguesa que aborda como ninguém, a slide que nos transporta da América aos desertos de África. E há uma promessa que nos deixa:

“Vou tentar manter sempre o lado orgânico de um gajo no palco a tocar canções”.

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