“From Greece with love”, os Septicflesh arrasaram o Laurus Nobilis Music – Dia 2

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© Mário Monteiro

O segundo dia do festival Laurus Nobilis Music teve um pleno de bandas portuguesas no Palco Estrella Galicia.

Os portuenses Sotz foram os primeiros a entrar em palco. Com o seu álbum de estreia “Tzak’ Sotz” lançado nos finais de 2017, o concerto serviu para a promoção do mesmo, tendo o morcego (Sotz na linguagem indígena) estado em bom plano.

De seguida mais uma banda do norte do país os In Vein, traziam também na bagagem o seu álbum de estreia, “Ressurect”. O seu som poderoso e com alguns fãs da banda na plateia, conquistaram de imediato o público que aderiu a alguns circle pits e inclusive uma wall of death. Bela atuação de uma banda que merece ser acompanhada a sua evolução no futuro próximo.

Para finalizar a sessão da tarde no palco secundário tivemos os Nine O Nine, banda formada por Tó Pica, ex-integrante dos RAMP, à qual juntou membros com larga experiência na cena do metal português. O concerto foi totalmente dedicado ao seu primeiro álbum “The Time is Now”. Atuação irrepreensível e que demonstrou toda a capacidade técnica dos elementos da banda e o potencial deste projeto.

Era chegada a hora de rumarmos ao palco principal. Os Hills Have Eyes tiveram a honra de ser os primeiros a pisa-lo na edição de 2018. Já com vários anos de experiência e com tours europeias e presenças em festivais, como por exemplo o Ressurection Fest, na Galiza, a banda entrou a todo o gás debitando o seu som metal mais na onda hardcore. Apesar do som não ter sido o melhor, a resposta do público foi muito boa, acompanhando com entusiasmo o desfilar dos maiores êxitos da banda, com destaque para a faixa “Never Quit”, com o refrão a ser cantado em uníssono por todos. Bela prestação da banda de Setúbal.

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Os Equaleft do Porto subiram de seguida ao palco, e desde logo uma surpresa para alguns dos presentes foi a presença no baixo de André Matos, substituindo o agora ex-membro Mike que deixou a banda. A atuação começou morna, mas rapidamente a partir da terceiro tema entrou num ritmo infernal espalhando o caos na plateia. Com o vocalista Miguel Inglês sempre muito comunicativo e a incentivar, sucederam-se os circle pits. Com especial enfâse no álbum “Adapt and Survive”, o groove metal dos Equaleft detonou o Laurus Nobilis, culminando com o tema “Maniac” onde Miguel cantou em pleno crowd surfing. Grande atuação com um som excelente e que ficará na memória de todos, banda e público presente.

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E finalmente os cabeças de cartaz em palco, os gregos Septicflesh. Já com várias passagens pelo nosso país e uma larga legião de fãs, a receção foi apoteótica. A mistura do seu som mais death com uma mistura sinfónica resulta na perfeição. Com a mitologia grega sempre presente no desfilar de temas como “Prototype”, “Enemy of Truth”, “Communion”, “Prometheus”, “Lovecraft’s Death” e “Titan”, levaram o público ao êxtase. Referência ainda à tragédia que o povo grego viveu nos últimos dias. Visivelmente emocionado, o vocalista da banda pediu a união de energias de todos os presentes, tendo dedicado a todas as vítimas o tema “Dante’s Inferno”. A quase hora e meia de atuação terminou com um encore de duas músicas: “Anubis” e a poderosa “Dark Art”. Um concerto fabuloso e demolidor que fica marcado como um dos melhores na curta existência do festival.

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Para final de festa tivemos duas bandas veteranas, no palco principal: o punk rock dos Mata Ratos e no palco secundário os lendários Web. Ambas deixaram a sua marca de qualidade no festival.

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Amanhã há mais no terceiro e último dia de Laurus Nobilis Music.