Esta sexta, 17 de Março, está de regresso à Galeria Zé dos Bois, mais uma sessão do Afrobaile, a curadoria regular de Celeste/Mariposa que nos introduz aos nomes mais seminais da cultura tradicional dos PALOP.

Banda de baile cabo-verdiana, fundada em 1980 na área de Lisboa, o Conjunto Contratempo foi o grande impulsionador do FunaCola, estilo musical que funde Funaná com Coladeira e que, posteriormente, seria consagrado pelos Finaçon de Zeca di nha Reinalda. A discografia d’Os Contratempo é incontornável: Terezinha (1982), Tchico Tchicote (1986) e Menina Fiteira (1990). Da formação original, Zé Lino é a voz principal e viola ritmo, Pascoal no baixo, Manelinho nas teclas e Zé Rui aka Zé di Pitéu na guitarra solo. Mas agora conte-se com a estreia na bateria de Vitor Semedo do conjunto Mistiçu.

De Lisboa guardam como recordações os bailes aos domingos, num (saudoso) tempo em que os conjuntos de música africana tocavam, em média, entre 4h/5h por actuação, farras que se tornaram recordações indeléveis, para músicos e público, em boites de Norte a Sul do país… Mas Sr. Zé Lino fala orgulhosamente de uma muito particular, na Associação Académica da Amadora, em 1993, com Bonga, Justino Delgado e Paulino Vieira.

Conhecem grande parte da Europa, da Suíça à Holanda, França e Itália, Espanha ou Bélgica, mas nunca deram um concerto em Cabo Verde, nem sequer em África. A última vez que partilharam o mesmo palco foi na cidade Suíça de Montreux em 1994. O AfroBaile tem o imensurável orgulho de apresentar o Conjunto Contratempo!

Com início às 22h00, a noite arranca com concerto do CONJUNTO CONTRATEMPO e segue com djset do Curador. Os ingressos já estão à venda na ZDB, Tabacaria Martins e Flur, por seis euros.

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