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Gisela João despiu a Alma no Coliseu do Porto

Texto + Fotografias: Mário Monteiro

Gisela João é uma artista completa, que afirma convictamente que os Coliseus servem para mostrar muito mais do que apenas o último trabalho.

Foi desta forma que Gisela João se apresentou no Coliseu do Porto, no passado dia 31 de março. NUA foi, sem dúvida, a grande aposta neste espetáculo que contou também com outros trabalhos anteriores. Neste seu segundo álbum, a artista apresenta-se como sendo a forma mais pura e sincera de se relacionar com o público.

Assim foi, como quem conta uma história, que a fadista nortenha começou, … “Quando eu era pequenina“, um tema imortalizado pela voz de Amália Rodrigues.

A voz inconfundível da artista, forte, melodiosa, penetrante, não estremeceu o Coliseu, mas arrepiou-o, durante mais de duas horas.

Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado” não é de todo o paradigma de Gisela João, se há coisa que o seu fado tem é alegria! Num estilo muito próprio, diria até, num fado “arraçado” com diversos estilos musicais, Gisela exprime-se de forma imensamente sentida, mas sempre alegre.

A empatia entre a fadista e o público que esgotou a sala, era enorme. As confidências da cantora complementadas com os temas que a mesma oferecia ao público tornaram este espectáculo numa noite memorável para todos.

Quase no final, que parecia não ser desejado nem por Gisela nem pelo público, e já durante o segundo encore, a fadista recorda o tema que, como a própria afirma, “sem ele dificilmente a conheceríamos“, “Meu amigo está longe” surge para a ovação da noite, não mais intensa que muitas outras, mas especial, pelo significado que esta música tem para artista.

Gisela, concordamos com a opinião dos teus amigos e também expressa pelo público: “Cantas de caraças!!!

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