Há amor em todas as palavras e melodias de Luís Severo

O cantautor foi a Coimbra apresentar “O Sol Voltou”, o álbum que já está na mente de todos os fãs
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Dia 14 de Junho, sexta-feira à noite e Coimbra vive a sua noite de marchas populares. Música alta, vestimentas ousadas, cheiro a sardinha assada e ruas completamente em festa. Mas ali, numa rua paralela à praça central, começava um dos concertos mais aguardados do público coimbrão.

No Salão Brazil, a casa de espectáculos alternativa em Coimbra estava agendado um concerto de Luís Severo, o antgo “Cão da Morte”, que desde 2015 optou pelo homónimo e já vai com três álbuns gravados em estúdio – o último “O Sol Voltou” foi lançado há pouco mais de um mês e é o disco de confirmação de um artista que tem conquistado ano após ano um público que carece de algo que o complete e que ao mesmo tempo o faça sonhar que o melhor está por vir.

Os instrumentos no palco estavam prontamente divididos por zonas. À esquerda do público um longo piano, ao centro a guitarra eléctrica e a acústica, e à direita o teclado. Se naquela sala completamente lotada, alguém não conhecesse Luís Severo, depressa percebeu que ele é um artista multifacetado e com facilidade de oferecer música em vários registos, um espelho daquilo que é a sua música.

O artista apareceu de rompante pelo meio do público, deixando muitos  a olhar de repente para o palco após ouvir os primeiros acordes. Luís Severo já estava sentado junto ao teclado dois novos temas do novo álbum – “Quem Me Espera”, “Última Canção” e “Domingo”, que faziam agitar levemente as cerca de 200 pessoas presentes no Salão Brazil. Depois partiu para temas mais antigos e tão bem conhecidos do público como “Cabanas do Bonfim” e “Cara de Anjo”, que partiu de um tema para o outro sem paragens – arte no seu estado mais puro.

Ao trocar para as guitarras, Severo explicou que aquela era a quarta vez que estava a atuar no Salão Brazil. Duas das outras três em registo próprio e outra com outros elementos da sua editora Cuca Monga. Sorrindo, explicou que nem se comparava o número de pessoas que estavam ali presentes comparadas com as outras vezes – “É bom sinal”, rematou. De guitarra eléctrica enveredou por “Cheguei Bem” e “Planície”.

Passada para a guitarra acústica, cantou a música dedicada ao afilhado “Joãozinho” (também presente neste disco), tornando aquele momento ainda mais especial e humano. As famosas “Amor e Verdade” e “Boa Companhia” traziam um grande feedback dos fãs.

Seguiu-se uma história sobre como Severo tinha ficado uma noite a dormir no Salão Brazil devido a uma forte tempestade durante a noite, recordando ironicamente como “a melhor história” que teve em Coimbra. Depois, de volta às novas músicas, “Primavera”, Acácia” e “Maio”.

Ao piano, sob uma forte e inquietante  luz vermelha , voltou aos temas que o fizeram crescer “Meu Amor” e “Canto Diferente”, mais uma vez de forma subtil e sem paragens. Terminou com uma estreia da música “Rapaz” ao piano, já que só ainda tinha tocado no teclado e na guitarra. Com a folha de auxílio, conseguiu contagiar. Missão Cumprida.

Severo é de todos e isso vê-se no fim, onde faz a ode aos “discos pedidos”. “Olho de Lince”, “Escola” ou “Lábios de Vinho” foram algumas das pedidas e concedidas por um dos cantores mais emergentes desta década.

Luís Severo é um artista completo, sente e entrega amor nas suas letras e merece casa cheia!

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