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É HOJE que acaba o ano… Os Melhores de 2017

Diogo Santos analisa os melhores discos nacionais e internacionais do ano, os concertos marcantes, a surpresa e a decepção deste ano que finda.

Discos Internacionais:

1 – Rolling Stones – Sticky Fingers (ao vivo) – De facto, não é um álbum de estúdio, nem um disco de originais mas sim Sticky Fingers, disco de 1971, tocado na íntegra ao vivo. Os veteranos do rock fizeram do concerto no Fonda Theatre em 2015 um documentário sobre eles próprios e sobre o que os rodeava e rodeia.

2 – Harry Styles – Harry Styles – Quando os tablóides britânicos compararam a musicalidade do ex-membro dos One Direction a Fredy Mercury, parecia uma comparação arrojada. No entanto, após ouvirmos o seu primeiro disco a solo, percebemos que tal comparação não é assim tão descabida.

3 – Queens of The Stone Age – Vaillant – Depois de “…Like ClockWork” em 2013, a banda regressa aos álbuns com 9 faixas fortes, orelhudas e coesas entre si. A capa deste trabalho, como nos anteriores, é original e um grande aperitivo para os 50 minutos de música que a banda nos oferece.

4 – Everything Everything – Regret – Depois de “Get to Heaven” ter selado alguns hits fortes no alinhamento da banda pop britânica, “Regret” é a continuidade desse trabalho. Destacam-se “Desire” e “Can’t Do”, músicas entoadas aquando da passagem da banda pelo Vodafone Mexefest em Novembro passado.

5 – Cigarettes After Sex – K – O primeiro disco da banda texana que conta com 9 anos de estrada. Música calma, experimental mas que agarra. Prova disso é o Coliseu dos Recreios estar lotado para os acolher na abertura do 2º dia de Vodafone Mexefest.

 

Discos Nacionais:

1 – Lado Esquerdo – Lado Esquerdo – Caso para dizer, a espera valeu a pena! Depois do álbum ter sido gravado em 2014, este finalmente viu a luz do dia. Num disco de fácil audição e diversificado, a banda liderada por Alexandre Carvalho mostra que o rock nacional tem o futuro assegurado. “Isso Não Quer Dizer Nada” é a música que mais sobressai das 10 faixas que compõem o disco. Esta conta com a participação de Zé Pedro (Xutos & Pontapés).

2 – João Pedro Pais – 20 Anos – Pareceu ontem mas, de facto, João Pedro Pais já completa 20 anos de carreira. Numa espécie de best of não anunciado, o português revisita os seus maiores sucessos, com pequenas regravações nos mesmos. O disco conta ainda com dois originais, dos quais se destaca “És do Mundo”, uma música onde João Pedro Pais arrisca sair musicalmente da sua praia, em prol de eternizar a sua amizade com Zé Pedro (Xutos &Pontapés). A tentativa foi bem-sucedida!

3 – Orelha Negra – III Volume – Um disco que dá continuidade ao trabalho desenvolvido nos dois primeiros. Um álbum muito coerente entre si, onde “A Sombra” e “Parte de Mim” fazem jus ao facto de terem sido os singles de promoção escolhidos pela banda de Fred Ferreira.

4 – Surma – Antwerpen – A multi-instrumentista lançou-se nos discos este ano. “Antwerpen” é um bom cartão-de-visita para quem não conhece Surma. O talento desta jovem ficou evidenciado quando esta passou pelo Vodafone Mexefest deste ano, com enorme sucesso.

5 – The Gift – Altar – Há muito que os The Gift são uma banda para lá do nacional. O talento é merecidamente reconhecido e “Altar” é mais um grande disco da banda de Sónia Tavares que peca pela pouca passagem nas rádios nacionais, como todos os restantes desta lista.

 

Surpresa do Ano:

Rolling Stones – No Filter Tour – Segunda menção honrosa para a banda de Mick Jagger. Um palco renovado, um alinhamento rejuvenescido e a mesma emoção de sempre. Assim se pode descrever sucintamente a tour deste ano dos Rolling Stones, que anos após ano, se reinventam… e aqui para nós… nem tinham necessidade disso, não é? Mas por alguma razão são a maior banda do mundo…!

Desilusão do ano:

U2 – Songs of Experience – Depois de uma grandiosa tour com foco nos 30 anos de Joshua Tree, esperava-se a mesma fasquia para o novo disco da banda. Tiro no pé. Ou por ser de material não utilizado no álbum anterior, ou pelo adiamento do lançamento com a eleição de Donald Trump nos EUA e consequente ‘revisão’ das músicas… Na gíria, pode-se dizer que foi um disco feito como uma mousse instantânea sem instruções… O resultado dificilmente será positivo.

 

Concertos Nacionais do Ano:

1 – Foo Fighters – Nos Alive – A banda de David Grohl não arredou pé durante 2 horas, mesmo quando se tratou de fazer uma jam em torno do “E salta Dave, e salta Dave olé”. Os hits e as músicas de Sonic Highways fizeram a delícia dos milhares de presentes.

2 – Sting – Meo Marés Vivas – De volta aos palcos portugueses, Sting mostrou-se em excelente forma e juntou as recentes músicas de 57th & 9th aos sucessos de toda uma carreira conhecida do público.

3 – À Sombra do Cristo Rei – Sol da Caparica – Para tornar o tributo mais completo à história musical da Margem Sul, Tim convidou Carlão, António Manuel Ribeiro, João Cabeleira e Midus (há quantos anos não pisava um palco nacional?). Tim, os filhos Vasco e Vicente e Nuno Espírito Santo mostraram estar bem ensaiados e fecharam em grande estilo o palco Blitz no 1º dia de festival. Ainda para mais, não é todos os dias que podemos escutar “Patchoulli”, “Cristina” ou “Casos de Polícia”, não é?

4 – Xutos & Pontapés – Coliseu dos Recreios – Não está aqui por ter sido o derradeiro concerto de Zé Pedro mas sim por ter sido aquele que encerrou a tour deste ano da banda. Um palco inovador e um dos melhores alinhamentos em 39 anos de carreira, agregado à boa performance da banda ao longo do ano, culminou neste concerto onde o público esteve de corpo e alma com a banda.

 

2018 promete no mundo da música: existe a possibilidade dos Rolling Stones lançarem novo álbum de originais, enquanto espera-se que os Xutos & Pontapés finalizarem “Duro”, disco que foi fortemente trabalhado ao longo de 2017, com a apresentação de 3 temas ao vivo. Aguarda-se com expectativa o novo disco dos Arctic Monkeys, ainda sem data certa de lançamento. Por cá, “Jogo Sujo” será o novo trabalho de Meu General, disco com luz do dia à vista para o primeiro trimestre do novo ano.