Kings of Leon, “When You See Yourself”

SUSPEITO - PEDRO BRÁS MARQUES
O disco traz pouco de novo a uma carreira que, há já algum tempo, parece emperrada ao nível criativo.

When You See Yourself” é o oitavo álbum dos Kings of Leon (KOL) e é uma pena não terem olhado para a literalidade do título que escolheram. Porque, infelizmente, o disco traz pouco de novo a uma carreira que, há já algum tempo, parece emperrada ao nível criativo. Como se não bastasse, tiveram a infeliz ideia de ir buscar o produtor Markus Dravs que tem no curriculum bandas “estimulantes” como os Coldplay e os Mumford & Sons… Ou seja, se há uns anos os KOL eram apelidados de “Southern U2”, então há que dizer que precisam urgentemente dum “momento Achtung Baby”, um disco que reinvente a sua sonoridade e que indique um novo caminho. Porque a fórmula de cruzar ‘indie rock’ com ‘southern rock’ está completamente esgotada e nota-se, neste disco, algo pior, um certo aburguesamento que se traduz num som mais doce, mais AOR, mais perigoso para quem quer continuar a ver estádios cheios. Como defender, por exemplo, a bondade do refrão de “100.000 People” que se resume a repetir “You do” dezasseis (16!) vezes e em triplicado?

O disco até nem começa mal, com o longo e lento “When You See Yourself, Are You Far Away”, seguindo-se o melhor tema de todo o álbum, “The Bandit”, onde a sobreposição de guitarras evoca o som dos Interpol nos seus melhores dias. Isto apesar das letras cifradas e quase ininteligíveis “Chiseled their names in stone / Heavy the load you tow / And the red horse is always close / And the fire don’t burn below”… Pois é, devem ter estudado na “Escola Rui Reininho”… Depois é um desenrolar de canções, algumas a escorregar para o lamechas (“Supermarket” e “Claire & Eddie”), sem grande ou nenhuma chama, salvando-se, eventualmente, “Echoing”.

Portanto os quatro Followill, em vez de recorrentemente andarem ao estalo e suspendendo a actividade da banda, talvez fizessem melhor em inscreverem-se numas sessões de terapia de grupo, com vista a acalmarem e estimularem a criatividade, sob pena de, se continuarem assim, KOL acabar por significar “Kings of Lame”…

Pedro Brás Marques

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