Kodaline: a banda que consegue tocar tudo

Kodaline: a banda que consegue tocar tudo

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.

A banda irlandesa regressa a Lisboa dois anos depois de ter esgotado o Coliseu dos Recreios e traz novo álbum na bagagem.

São presença habitual em vários festivais de música do nosso país, estiveram no MEO Marés Vivas em julho e desta vez chegam em nome próprio para apresentarem o seu novo álbum Politics of Living, lançado em agosto deste ano.

A primeira parte do concerto ficou a cargo de dois nomes da música irlandesa que juntos fazem lembrar as duas facetas dos Kodaline. Se por um lado, JC Stewart consegue conquistar o público agarrado à sua guitarra, por outro, Wild Youth são capazes de meter toda a gente a dançar com a sua energia contagiante. Estava tudo preparado para receber a banda da noite.

Assim que relógio marcou as 21h30, os Kodaline começaram a tocar Follow Your Fire, a primeira música do novo álbum e, até ao momento, a mais bem sucedida. O entusiasmo do público cada vez que Steve Garrigan (vocalista) gritava “Lisbon” no meio da canção fez com que todos os presentes no Coliseu percebessem que ia ser uma boa noite. 

© Melissa Vieira

Seguiram-se Brand New Day e Ready dando continuidade a uma setlist perfeitamente alinhada que provou que a banda irlandesa é capaz de fazer qualquer tipo de música e mesmo assim deixar uma plateia em êxtase. Com Honest e Brother chegaram as partes mais intimistas do concerto, que culminou com uma versão acapella de I Wouldn’t Be. O Coliseu não estava cheio, mas isso não impediu que as letras das músicas se ouvissem em uníssono em toda a sala. A lista continuou com diversos temas dos três álbuns da banda que, entre uma e outra pausa, agradecia o apoio do público e enaltecia o quão grata estava por estar a tocar num sítio tão bonito.

© Melissa Vieira

Depois de tocarem a sua versão de Raging avisaram que a próxima seria a última música (mas antes disso ainda houve tempo de cantar os parabéns a uma fã que estava presente).

Despediram-se com Love Will Set You Free deixando o público a cantar com toda a garra à espera que voltassem. E voltaram. Segundos depois começam-se a ouvir os primeiros de acordes de All I Want e de seguida High Hopes, os maiores sucessos da banda. Foi o encore perfeito. Kodaline é mesmo de ver e chorar por mais.

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Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.