Laurus Nobilis 2019 – Dia 26/07 – A NOITE DO APOCALIPSE

Nova edição deste festival dedicado à música pesada na idílica e rural localidade do Louro em Famalicão.
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Depois de terem passado pelo palco secundário as bandas portuguesas Second Lash, Wrath Sins e Hochiminh, chegava a hora do palco principal ser inaugurado.

E esse privilégio coube aos lisboetas Miss Lava. Vindos de fazer uma apresentação na vizinha Espanha, no Ressurection Fest era aguardada com alguma expectativa. Coesos em cima de palco, não desiludiram e com base no mais recente álbum, Sonic Debris, tiveram uma boa atuação onde ainda revisitaram algumas faixas mais antigas como “Ride” e “Catch the Fire”. O Rock’n’Roll português está de boa saúde e recomendam-se estes Miss Lava.

© Mário Monteiro

Miss Lava Galeria Completa

De seguida tivemos uma banda que não necessita de apresentações, banda icónica do punk rock nacional, os Peste & Sida marcaram uma geração, e os já mais de 30 anos de carreira falam por si. Este concerto foi uma viagem no tempo que passou por exemplo pelo álbum de 2003 “Funky Riot – Ter Alguém” ou o álbum de 2007 “ Cai no Real”. A banda mantém a energia que sempre os caracterizou e na plateia assistia-se já a alguma movimentação. Mas foi nos clássicos, que as coisas animaram de vez e a banda presenteou o público com “Bule Bule”, “Sol da Caparica”, “Já estás com os copos” e “Orgia Paroquial” que foram cantados um uníssono. Os Peste & Sida de João Sampaio e companhia continuam aí para as curvas.

© Mário Monteiro

Peste & Sida Galeria Completa

Chegava a vez de subirem ao palco os suecos Entombed A.D. Nascidos em 2014 após o fim dos Entombed e na sequência de desentendimentos entre elementos da banda, Lars Goran Petrov deu seguimento ao Death’n’Roll da banda original, com um som bem peculiar e que os distingue das outras bandas dentro do género Death metal. Com uma energia contagiante Lars não para em palco e as músicas sucederam-se a um ritmo frenético acompanhadas de várias circle pits. Presentearam-nos com temas mais antigos, como “Left Hand Path” e “Revel in Flesh” de 1990, “Wolverine Blues” de 1993 ou “Second to None” do álbum “Back to the Front” de 2004. Com um novo trabalho pronto a ser lançado já em Agosto, o público português teve também o privilégio de ouvir em primeira mão faixas desse mesmo trabalho, com destaque para “ Thorment Remains” que foi muito bem aceite. Uma boa atuação deste coletivo sueco, que conta com um brasileiro como guitarrista e que trocou algumas palavras em português com o público. Ficou a expectativa de ouvir o novo trabalho de originais.

© Mário Monteiro

Entombed AD Galeria Completa

E finalmente era a hora dos muito aguardados Fleshgod Apocalypse e o seu symphonic technical death metal. Banda italiana formada em 2007 tem vindo a conquistar muitos fãs em terras lusas. O seu ultimo e aclamado trabalho “Veleno” era o cartão de visita, mas temas de “King” e “Labyrinth” foram também ouvidos num set de cerca de uma hora. Alguns problemas na qualidade do som nos três primeiros temas, mas depois tudo se compôs resultando numa atuação simplesmente poderosa e arrasadora. A bateria funciona como uma metralhadora impiedosa e a presença e voz da cantora de ópera Veronica Bordacchini, marcam definitivamente a diferença. Sem dúvida as estrelas da noite que trouxeram um apocalipse musical até ao Laurus. Uma banda para continuar a seguir de perto, já que como os próprios disseram numa entrevista recente, esperam em breve tocar e fazer algo bonito com uma orquestra sinfónica completa. Competência não lhes falta, aguardemos…

© Mário Monteiro

Fleshgod Apocalypse Galeria Completa

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