Laurus Nobilis 2019 – Dia 26/07 – Noite de reencontros e estreias

Depois de um início de dia chuvoso, ao inicio da tarde o sol brilhou e tudo se compôs para mais um grande dia de festival.
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No palco secundário as hostilidades foram abertas pelo grind dos Besta, seguindo-se o thrash dos Tales From the Unspoken e finalmente o folk metal dos Gwydion que merecem a menção honrosa pois deram um concerto memorável e o mais aplaudido deste palco.

A abertura do palco principal estaria a cargo de mais uma banda portuguesa. Provenientes do Porto, os Sollar são uma banda recente, mas formada por membros já com alguma experiência de bandas como Godiva, Sullen, Heavenwood ou Blame Zeus.Trazendo na bagagem o seu primeiro álbum de originais “Translucent”, apresentam uma sonoridade prog metal bem conseguida e elaborada. Tendo lançado o seu vídeo da faixa “Royal Flush” a banda está numa fase de crescimento e qualidade não lhes falta. Não tendo tido o melhor dos sons, conseguiram uma boa atuação.

© Mário Monteiro

Sollar Galeria Completa

De seguida tivemos a banda de Lisboa de nome Sinistro. E o que dizer desta banda? Faz de facto jus ao nome. Praticam um doom metal bem arrastado e com uma vocalista Patricia que dá o toque teatral à performance da banda, parecendo estar em constante transe a cada acorde que sai das guitarras e a cada batida da bateria. São de fato uma banda diferente que não deixa ninguém indiferente, com todas as letras cantadas em português. O sucesso internacional e os prémios que o seu último álbum “Sangue Cássia” obteve, são a prova de que estamos aqui perante uma banda que tem marcado o seu lugar de maneira consistente. Vindos de um concerto muito aplaudido no Comendatio Fest, voltaram a marcar pontos no Laurus e com certeza a juntar mais alguns fãs à sua lista.

© Mário Monteiro

Sinistro Galeria Completa

Vindos da Alemanha, tivemos a estreia em palcos nacionais dos Crematory e o seu gothic metal. Veteranos e já com alguns álbuns editados, percorreram várias fases da carreira, onde foi possível ouvir faixas como “Tick Tack” de 2004, “Ravens Calling” de 2016 ou “Shadow Maker” de 2014 e claro várias faixas do seu ultimo trabalho de 2018 Oblivion, tais como, “Ghost of the Past” e “Wrong Side”. Banda pouco conhecida no nosso país, ainda assim teve a oportunidade de chamar ao palco, o sue maior fã português, que segundo os mesmo já se deslocou à Alemanha para os ver por duas vezes. Uma homenagem merecida e que atestou da simpatia da banda. A atuação terminou com a sua música mais conhecida e composta já no longínquo ano de 1995, “Tears of Time”.

© Mário Monteiro

Crematory Galeria Completa

E finalmente chegavam os muito aguardados cabeças de cartaz Samael. Na memória dos muitos “old school” presentes, perdurava ainda na memória o concerto dado em 1955 na cidade do Porto, que na altura marcou uma geração. Desde esses tempos o som da banda evoluiu e transformou-se bastante, mas mesmo assim os fãs têm-se mantido fiéis. E foi uma performance irrepreensível, onde escutamos “Angel of Wrath”; “One Nation Generation”; “Black Supremacy” e muitos outros temas da carreira da banda. Com direito a um encore depois do público chamar a banda de novo a palco, presentearam-nos com os êxitos “Baphomet´s Throne” e “My Saviour”, num final de festa em apoteose. Foram 5 anos sem Samael em Portugal e como eles disseram, foi “too long”. Até breve…

© Mário Monteiro

Samael Galeria Completa

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