Luísa Sobral no Teatro Tivoli: uma noite de histórias e amores

Luísa Sobral no Teatro Tivoli: uma noite de histórias e amores

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.
O Teatro Tivoli BBVA encheu-se de gente pronta a conhecer ao vivo e a cores o mais recente álbum de Luísa Sobral – Rosa.

“Rosa” foi a palavra da noite. É o nome do quinto álbum de Luísa Sobral, que foi escrito durante a segunda gravidez da cantora e o nome da sua filha. Assim sendo, seria impossível começar o concerto de apresentação do disco em Lisboa, com qualquer outro tema se não com “Querida Rosa”. Numa sala completamente às escuras, apenas com alguns focos a iluminar o palco, ouvimos “Nádia”.

© Mias Perrson

Naquele que é “o concerto mais especial de todos” por Lisboa ser a sua casa, Luísa continua a mostrar-nos temas de Rosa. “Não sei ser” é um pequeno presente que serve para “retribuir a presença dos fãs ao longo dos vários discos”, afirma. Mudando um pouco de registo, leva-nos até ao seu álbum para crianças Lu-Pu-I-Pi-Sa-Pa, com “Quarto de Lua”, uma música que quase nunca canta em palco.

Numa noite de histórias, fala-nos sobre o seu terrível sentido de orientação e suas intuições. Foi a “intuição de mãe” que a levou a crer que estava grávida de um menino e a escrever “Benjamim”, uma carta de amor ao filho. No final, a sua intuição trocou-lhe as voltas e nasceu uma Rosa em vez de um Benjamim. Segue-se “Clementine”, uma das primeiras canções que escreveu, e “Maria do Mar”.

© Mis Perrson

Para um momento mais intimista, a banda de sopros abandona o palco e ficamos apenas com Luísa Sobral e Manuel Rocha a interpretar “O Verdadeiro Amor”, “O Engraxador” e “Só um Beijo”.

Apesar da noite ser de Rosa, “Para ti”, dedicado ao primeiro filho de Luísa, foi dos temas mais cantarolados pela plateia. Segue-se a história de Armando, um senhor que esperou quase 70 anos para poder namorar com Maria, o seu amor de infância, e que inspirou o tema “Dois Namorados”. Ironicamente, antes de saber desta história de apaixonados, Luísa Sobral também já tinha escrito “Mesma Rua Mesmo Lado”.

© Mia Perrson

De volta aos temas dedicados aos filhos, canta “O Melhor Presente”. Para a despedida deixa “Cupido”. No encore, desabafa com a plateia sobre a sua incapacidade de mostrar afeto e de como isso a levou a escrever “Envergonhado” para o seu marido. Para delícia dos fãs, canta a sua versão de Amar Pelos Dois e despede-se finalmente com “Xico”, a dançar junto com a banda em palco.

Luísa Sobral – galeria completa

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.