Mafalda Veiga: 30 anos a (en)cantar gerações

Mafalda Veiga: 30 anos a (en)cantar gerações

Isabel Reis
Isabel Reis
Natural da cidade do Porto. Skipper de profissão. Sou uma miúda eclética, com diversas paixões. Amo artes nas suas mais variadas formas. Escrever e ouvir música fazem-me tanta falta quanto o ar que respiro. Não sei não o fazer. Também não consigo definir um estilo musical que aprecie mais do que outro. Ouço tudo, basta que seja bom.

Mafalda Veiga nunca desilude. Com um carisma e charme tão únicos que são “só seus”, que se reconhecem no meio de qualquer multidão e multidão foi mesmo o que não faltou. Tanto em palco como no público que encheu o Coliseu, no Porto.

A artista foi tão grande, que preparou para este “encontro” (como a própria disse) no Coliseu do Porto, um espetáculo inesquecível. Caso para dizer que foi mesmo “uma noite para comemorar”. E a comemorar 30 anos de carreira, Mafalda ofereceu-nos muito mais do que um espetáculo e sim um verdadeiro festim.

Desde as canções mais antigas até às mais recentes. Umas com novas roupagens e outras tal e qual como as conhecemos: foi um desfilar de emoções pela noite fora, bem como de convidados. Desde a grande Simone de Oliveira que, presente num vídeo projetado, abriu o concerto a declamar uma das suas canções mais conhecidas. Nomes como Miguel Araújo, Rui Reininho e Jorge Palma partilharam o palco com a eterna menina.

© Teresa Mesquita
© Teresa Mesquita
© Teresa Mesquita

A “Mafalda parou nos 30” como disse Reininho. E é isso mesmo que ela é, uma menina simples sem artifícios ou purpurinas, que como adereço traz apenas a sua eterna guitarra e algumas histórias que partilhou connosco num ambiente intimista como se estivéssemos todos juntos numa qualquer conversa de café.

Em palco, um clima de nostalgia a saber a saudade. Televisões antigas espalhadas pelo cenário, onde se podia ver estática, intercalada pelas cores que coloriam os ecrãs de toda uma geração que, como eu, tantas vezes aguardou pacientemente a abertura da emissão televisiva. Contudo no público, a miscelânea de idades era tão diversa que comprova o que já muitos sabem desde sempre: Mafalda é intemporal.

© Teresa Mesquita
© Teresa Mesquita

Termina o espetáculo com uma ovação de pé mais do que merecida e regressa. Regressa para nos brindar um pouco mais com a sua magia tão envolvente. Emociona uma vez mais com temas como “Restolho” e “Velho”. Termina em beleza com “Sei de Cor”. Sim, todos te sabemos de cor Mafalda e as vozes que se fizeram ouvir por todo o Coliseu assim o demonstraram. Numa palavra só: fenomenal.

© Teresa Mesquita
© Teresa Mesquita

Mafalda Veigagaleria completa

Isabel Reis
Isabel Reis
Natural da cidade do Porto. Skipper de profissão. Sou uma miúda eclética, com diversas paixões. Amo artes nas suas mais variadas formas. Escrever e ouvir música fazem-me tanta falta quanto o ar que respiro. Não sei não o fazer. Também não consigo definir um estilo musical que aprecie mais do que outro. Ouço tudo, basta que seja bom.