O Malmequer dos Chinaskee & Os Camponeses - Imagem do Som
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O Malmequer dos Chinaskee & Os Camponeses

Tudo em Chinaskee & Os Camponeses exala uma aura bucólica, em que o seu rock se dilui em reverberações intensas, teclados saturados e uma mescla de cores que desenha uma paisagem muito clara, por onde o tempo passa e por lá parece ficar.

Ao longo das sete faixas de “Malmequeres”, que conta com o toque de produção de Filipe Sambado, Miguel Gomes veste a pele de Chinaskee para exorcizar-se de urgências, cidades e tormentas e as viver com uma simplicidade que se espraia apenas em pradarias que se impõem em dimensão, se estendem até perder de vista e colocam em perspectiva a ânsia de se ser.

Dos rasgos mais duros de “Odor”, onde as guitarras impõem a robustez que se dilui em coros e melodias doces, às várias partes de “Má Água”, em que as cadências enchem de seriedade os uivos de Chinaskee vindos de outras dimensões, passando pelas cores garridas em coreografia de tango de “Aqui Findam as Vaidades” , ou por “Assim Assim”, música que se insinua em acalmia e se resolve em vendaval; são, de resto, estes os dois tempos essenciais deste disco, que regista perene a desenvoltura com que Chinaskee & os Camponeses trazem o rock urbano para se perder nos estímulos sensoriais do campo.

Entre melodias pop orelhudas, arranjos cuidados e um namoro de alucinógenos entre os reverbs intensos e a solenidade dos teclados, “Malmequeres” irrompe pelo inesperado com a simplicidade de quem sabe fazer uma canção, agarrar em gancho e criar uma nova dimensão para a apreciação do psych.