O amor de Deslandes, o regresso dos Kodaline e a festa de Guetta no esgotado MEO Marés Vivas – Dia 2

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A casa da Carolina, que foi também a nossa, albergou quarenta mil festivaleiros. MEO Marés Vivas esgotou a capacidade de alojamento no seu segundo dia de festa.

Texto: Anabela Cesteiro | Fotografia: Mário Monteiro

De volta à foz do Douro, para o segundo dia do MEO Marés Vivas, numa tarde solarenga e claramente vocacionada para o público mais jovem, é Via, a cantora e compositora portuense, quem faz as honras de abertura, subindo ao “Palco Santa Casa”.

Depois de Kazzio mostrar os seus dotes no palco Youtubers, ou melhor no “Kia Digital Stage”, é a vez de Tiago Nacarato animar a tarde, com o recinto já mais composto e a vibrar com a sonoridade luso-brasileira do cantor portuense.

Praticamente um ano depois do seu primeiro grande sucesso, “A Vida Toda”, Carolina Deslandes abre o segundo dia do palco principal do MEO Marés Vivas. O publico presente e a empatia que demonstra com a artista atestam o prestígio e o reconhecimento que Carolina tem conquistado, sendo por muitos considerada um dos maiores fenómenos da atualidade da música portuguesa. Com a sua voz absolutamente inconfundível e apesar da sua gravidez, Carolina não se inibiu de rodopiar e dançar pelo palco MEO, esbanjando alegria para o público presente, que obviamente acompanhou a cantora nos seus temas mais badalados, “A Vida Toda” e “Avião de Papel”. Foi um dia emocionante para a cantora, casa cheia, que leva Carolina às lágrimas, afinal de contas como a artista disse “para quem começa num quarto pequeno e na internet, cada gosto, cada pessoa conta!”, agora imaginem uma imensidão de pessoas todas juntas à volta de Carolina e a cantar com ela.

Carolina Deslandes – galeria completa AQUI

Depois do amor que Carolina esbanjou, surgem os sempre animados The Black Mamba, que têm neste dia, no palco MEO, mais um marco neste ano de 2018 que os próprios têm considerado muito positivo para a banda, que, aliás, começou com dois grandes concertos nos Coliseus do Porto e Lisboa. Apesar de assumirem estar atualmente a trilhar novos caminhos, com a gravação recente do seu segundo álbum de originais, “Dirty Little Brother”, os The Black Mamba em palco não renegam a sua génese e por isso não faltaram os principais temas que catapultaram a banda para o sucesso, como “It Ain’t You” e “De Mim Mesmo”.

The Black Mamba – galeria completa AQUI

Já noite escura, é a vez da banda irlandesa Kodaline entreter o muito publico que esgotou este segundo dia de festival. Começa o esterismo no recinto, milhares de gritos, que até parecem ensaiados, reclamam a presença da banda em palco. O quarteto irlandês, liderado pelo vocalista Steve Garrigan, foi percorrendo os seus 13 anos de carreira, sempre com o publico muito animado e a acompanhar Steve Garrigan, com destaque para os temas mais conhecidos como “High Hopes”, “All I Want” e “The One”.

Kodaline – galeria completa AQUI

Quase a terminar o segundo dia de festival e depois de um dia recheado de qualidade, o verdadeiro motivo para um recinto lotado e esgotado era o ultimo a subir ao palco. David Guetta, um dos melhores DJs do mundo assumia o comando do palco MEO e prometia uma noite agitada e com muitos decibéis à mistura. Não há muito a explicar sobre o ritmo eletrizante que se apoderou do publico assim que o DJ francês entrou em cena, aliás, ainda o concerto não tinha começado e havia já quem cedesse ao stress e à emoção, jovens que pelas mais variadas razões acabaram por perder o momento pelo qual tanto aguardaram. Em modo non-stop, com muita luz e muito fogo à mistura, Guetta foi apresentando a sua fábula musical, introduzindo momentos de verdadeira loucura com “Without you”, “Titanium”, “When Love Takes Over” e o seu mais recente hit “Dangerous”.

David Guetta – galeria completa AQUI

Uma noite memorável, para todos, mas principalmente para o MEO Marés Vivas e toda a sua equipa.