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DESTAQUESMeo Mares Vivas

Música portuguesa no primeiro dia de MEO Marés Vivas

Texto: Pedro Beires
Fotografia: Mário Monteiro

Diogo Piçarra a começar e Agir a terminar, assim foi o primeiro dia do MEO Marés Vivas.

Mais uma edição do MEO Marés Vivas, um festival com um dos mais belos panos de fundo que se conhece: o rio Douro e a cidade do Porto. O Cabedelo recebe mais uma vez este evento e – também mais uma vez – fala-se em que esta será a última edição num recinto que há muito peca por curto para um festival que quer e merece crescer.

Diogo Piçarra teve a honra de abrir o Palco MEO, com a sua voz tão característica, entre potentes “falsettos” e quentes canções que aquecem os corações das muitas fãs que gritam pelo artista português. O artista nascido em Faro trouxe um espectáculo que esteve à altura da ocasião, animando uma multidão desejosa por uma noite dedicada à música “pop” com temas como “Tu e Eu” e o novo single “Só Existo Contigo”.

Segue-se Tom Chaplin, vocalista dos Keane, banda britânica com múltiplos singles de sucesso que nesta altura está “em hiato”. Com a bandeira portuguesa ao vento no seu microfone, Chaplin trouxe um set com momentos intensos mas sem esquecer os temas mais intimistas onde o seu característico timbre encaixa tão bem. Destaque para o momento onde Chaplin apresenta a música seguinte em português, dedicando o tema à sua mulher. Além de canções da sua carreira a solo, não faltaram “hits” dos Keane como “Everybody’s Changing”, “Bedshaped” e “Somewhere Only We Know”. O cantor britânico, ao seu estilo, mostrou-se muito satisfeito com o público nortenho, que entregou a sua voz para um bonito espectáculo a acompanhar o magnífico por-do-sol na margem do Douro.

O MEO Marés Vivas aposta claramente em colocar o “cabeça de cartaz” em penúltimo lugar no alinhamento, o que nos leva ao concerto dos Bastille, com as dezenas de milhares que encheram este dia de festival a assistir. Este pujante grupo britânico veio ao Cabedelo dar mais um concerto da “Wild, Wild World Tour”, no seu estilo indie pop/rock. Dan Smith – vocalista da banda – diz que este último trabalho (“Wild World”) retrata como vemos os noticiários a mostrar um mundo cheio de problemas e que como excelente distracção podemos ter uma noite passada com os amigos a uma sexta-feira à noite. Acompanhados de um magnífico espectáculo visual, os Bastille deram um concerto “perfeito”, talvez até perfeito de mais. Musicalmente irrepreensíveis, tudo aparenta estar ensaiado ao milímetro. Um fortíssimo odor a playback…

Houve ainda direito a um “Happy Birthday” com todo o público a cantar, pois neste dia 14 celebram-se as festas nacionais francesas, também conhecidas como “Bastille Day”, no mesmo dia em que o vocalista Dan Smith celebra o seu aniversário.

Para fechar o palco principal, uma actuação de Agir, artista português que “explodiu” nos últimos dois anos, a meio de uma “tour” repleta de datas espalhadas um pouco por todo o país. Nota ainda para as actuações dos portugueses Quatro e Meia e os Souls of Fire, que entreteram os festivaleiros mais fiéis ao final da tarde no Palco Santa Casa.