Noite mágica à beira rio com os Riverside

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© Jorge Pereira

Três longos anos volvidos desde a sua última passagem por Portugal, os Riverside regressaram para um concerto único na sala Lisboa ao Vivo para promover o seu último álbum lançado em setembro: “Wasteland”.

Desta vez vieram acompanhados pelos MECHANISM, que abriram a noite com um prog metal com riffs poderosos e vocais melódicos. A atuação de cerca de 45 minutos foi uma agradável surpresa, temas longos e bem trabalhados sobressaindo as qualidades do vocalista Rafal e do baterista Adrian. Destaque para as faixas do álbum de 2018 Entering the Invisible Light, Authority as the Truth e The Grand Confusion que tiveram uma excelente receção da plateia. Com certeza uma banda que vale a pena acompanhar.

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E finalmente chegava a hora de (re)ver os gigantes Riverside. Seria a primeira vez que se apresentariam em solo lusitano sem o seu guitarrista fundador Piotr Grudziński tragicamente desaparecido no início de 2016. A banda chegou a questionar a sua continuidade, passou por momentos difíceis mas sobreviveu, continuando agora como um trio tendo Maciej Meller como guitarrista na tour.

E foram 2 horas de grande destaque para o último álbum de originais “Wasteland”, onde 8 das 9 faixas foram tocadas. A atuação começou a todo gás com Acid Rain e Vale of Tears, as músicas mais heavy do álbum. De seguida ouve-se o “tic-tac” do relógio, introdução para a magnifica faixa instrumental Reality Dream I do primeiro álbum da banda Out of Myself, uma viagem no tempo até 2003 que deixou a plateia hipnotizada. Mais uma faixa do novo álbum Lament antecede mais um percurso pelo passado com Out of Myself, Second Life Syndrome e Left Out cantadas em uníssono pela plateia. Seguiram-se mais músicas novas intercaladas com êxitos antigos: Guardian Angel, Lost, a instrumental The Struggle for Survival uma das mais complexas do último álbum e que foi genialmente tocada, Forgotten Land, Loose Heart e Wasteland que fechou a primeira parte da atuação.

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Por esta altura já a sala estava rendida aos Riverside e gritou a plenos pulmões até a banda regressar para um encore de mais 3 musicas. The Night Before, a muito aguardada e aplaudida Panic Room e finalmente River Down Bellow, antecedida de uma declaração de Mariusz Duda, prestando uma homenagem sentida a Piotr Grodzinski, afirmando que “Wasteland”, é um álbum que fala sobre o futuro e de seguir em frente após as adversidades, mas que Piotr estará sempre presente. Um aplauso continuo e emocionado tomou conta da sala:estejas onde estiveres R.I.P. Piotr.

Por fim Mariusz pediu algo ao público, que saíssem dali nesta noite com um sorriso nos rostos e que fossem felizes. Os sorrisos esses eram evidentes.

O som desta banda é verdadeiramente mágico e envolvente, músicos de excelência que criam uma atmosfera musical brilhante, fazendo jus ao serem considerados um dos gigantes do prog da atualidade. Que cumpram o que prometeram e que não demorem mais 3 anos a regressar.

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