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DESTAQUESNOS ALIVE

NOS Alive’ 17 abre as portas à boa música

Texto: Alexandre Carvalho
Fotografias: Mário Monteiro

Considerado um dos melhores festivais do mundo, o NOS Alive abriu portas e promete “O Melhor Cartaz. Sempre!”

Sol, vontade, cores, juventude, e claro, música no primeiro dia da edição de 2017 do NOS Alive.

Podemos repetir: juventude. Juventude desligada do digital/virtual (mais ou menos), e ligada/disposta ao real, e outra vez, à música. Os motivos? Simples: um cartaz cujas cerejas no topo do bolo tinham paladar a The Weeknd e The XX.

Portas do recinto abertas e convidativas à estreia de um recinto que se compromete a no mínimo, preservar um espaço recheado de atrações e entretenimento (com um demarcado sentido de responsabilidade para alertas como a reciclagem, entre outros). O compromisso é extensível ao que prevíamos, ao que exigíamos: fazer parte de um dos maiores acontecimentos musicais da Europa (ingleses, alemães e espanhóis reforçaram as palmas, danças e animação do público português).
Rita & o Revólver tinham encomendada a tarefa de dar as boas vindas aos festivaleiros que espreitavam o Palco NOS Clubbing, às cinco da tarde. Conseguiram? Sim, ofereceram um blues bem disposto, animado e dançante (conquista dividida entre o carisma de Rita Cruz, e a experiência/excelência de músicos como João Cardoso e José Moz Carrapa). Continuando na música portuguesa, são seis de tarde e o momento é de abrir as hostilidades no palco principal: os portugueses You Can’t Win Charlie Brown trataram de ambientar uma plateia brindada com canções do disco “Marrow”.
Alt-J são os sucessores da banda portuguesa no palco principal do NOS Alive, por sua vez dedicados a mostrar ao público canções dos álbuns “An Awesome Wave” (2012) e “This is All Yours” (2015). A dedicação não fica pelas canções, há tempo para a banda liderada por Joe Newman confessar uma adoração pelo nosso Portugal.
Não é fadista, nem para turista: Miguel Araújo “encaixou” a sua banda (e suas canções) em dois pedaços intimistas de música no EDP Fado Café. Participar neste acontecimento revelava-se um desafio a roçar o impossível, dada a opção da organização em não alargar um espaço que já o ano passado, por variadas vezes, se mostrou demasiado pequeno para a oferta musical interessante que por lá passou.
No palco Heineken, fez-se rock de qualidade entre Ryan Adams e Royal Blood.
Ryan Adams entra num palco emblemático e de culto para muitos, com “Do You Still Love Me?” (single do novo álbum “Prisoner”), e a promessa dum concerto capaz de visitar variados momentos da carreira com intensidade, versatilidade e emotividade.
Já mais tarde, Ben e Mike deparam-se com uma plateia desejosa por receber o rock britânico dos Royal Blood: as letras são entoadas, os riffs enchem medidas, a euforia acontece.
Agora no palco principal, agradecemos a banda sonora para um cenário cinematográfico, nostálgico, e provavelmente, inesquecível: The XX fazem do minimal, mãos cheias de sentimento, cheias de genuinidade. Oliver, Romy e Jamie, não precisam de gritar, não precisam de saltar – basta olhar apaixonadamente a plateia, basta segredar palavras como “I can’t give it up to someone elses touch because I care too much” (do tema “Infinity”).
Abel Tesfaye (The Weeknd), não poupa a voz, não poupa os pés, não poupa a plateia: movimento, pirotecnia e refrões pop (a abertura com “Star Boy” foi o momento alto do espectáculo), para o concerto de encerramento do primeiro dia do NOS Alive.
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