O Campo foi Pequeno para os 30 anos de carreira de Mafalda Veiga

O Campo foi Pequeno para os 30 anos de carreira de Mafalda Veiga

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.
Três décadas após ter formado a sua primeira banda, em 1988, Mafalda Veiga apaga as velas destes 30 anos de carreira no Campo Pequeno

Passavam dez minutos da hora marcada quando todas as luzes do Campo Pequeno se apagaram. Ouve-se uma voz inconfundível do panorama musical de português – (ainda) não era Mafalda Veiga, era Simone de Oliveira a recitar “Uma Noite Para Comemorar”, que faz parte do projeto “30 anos, 30 canções”, onde 30 pessoas foram convidadas por Mafalda a dar voz a 30 das suas canções.

© Joana Ruth Martins

Sem grandes demoras, pisa o palco e ouve-se novamente “Uma Noite Para Comemorar” desta vez na voz de Mafalda. “Obrigada por estarem aqui comigo esta noite, que é tão importante para mim”, começa por dizer ao público presente. Seguem-se as homenagens à cidade de Lisboa com os temas “Lisboa de Mil Amores” e “Ouve-se o Mar”.

Do álbum “Tatuagens” interpretou várias músicas, entre os quais, “Gente Perdida” que fez parte da novela brasileira Senhora do Destino e que, segundo Mafalda, “marcou uma viragem nas pessoas” que passaram a estar nos seus concertos. De seguida presenteia a plateia com “O Meu Amor” do seu último álbum. “Insónia”, “Por Outras Palavras”, “Estrada” e “Lado A Lado”, continuaram a fazer a delícia dos fãs.

© Joana Ruth Martins

Sozinha em palco, canta “Fragilidade”, “Velho”, a primeira música que escreveu quando tinha apenas 17 anos e ainda era estudante do ensino secundário em Montemor-o-Novo, e “Una Casa”. À festa junta-se o primeiro convidado da noite, Tiago Bettencourt, e juntos cantam “Tatuagens” e “Balançar”. O segundo convidado foi Rui Reininho, que trouxe alegria com a sua pandeireta e interpretou novas versões de “Miúdas Malukas” e “Praia” e fez questão de afirmar que Mafalda Veiga tinha “transformado um teatro de crueldade num espetáculo”, expressando a sua opinião acerca da tauromaquia. Por fim, junta-se Ana Bacalhau e juntas cantam “Because The Night” de Patti Smith e “Imortais”.

O concerto parecia estar a terminar com “Olha Como a Vida é Boa”, mas o público gritou por mais e Mafalda voltou com “Fado”, “Planície”, o eterno “Restolho” e uma versão acapella de “Balada de Un Soldado”. O espetáculo culminou com o público e a cantora a cantarem em uníssono “Cada Lugar Teu”.

© Joana Ruth Martins

O alinhamento do concerto contou com mais de 30 músicas, mas com ajuda da banda, dos ritmos e até do espetáculo das luzes, tornou-se numa viagem perfeita pelas três décadas da carreira da Mafalda Veiga.

 

Mafalda veiga – galeria completa

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.