O Minho tem mais encanto na hora… da Gisela

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© Mário Monteiro

Gisela João cantou, encantou e também dançou. Uma grande noite de fado na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

Verdadeira pérola do fado português e minhota de gema, Gisela João foi a convidada especial para o encerramento do Festival de Fado de Famalicão, ontem, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão.

De volta ao seu Minho, região que a viu nascer para a vida e para a música, Gisela João inicia a sua história um pouco depois da hora marcada, uma autêntica viagem pela sua vida e pelas suas canções. Com a fadista barcelense é assim: não é apenas um concerto, é um convívio entre a fadista e os seus fãs. O fado de Gisela é sentido, é amor, é poesia, mas nunca é triste. Há sempre uma alegria contagiante nas canções da fadista,  um sorriso e um episódio engraçado nas histórias da Gisela, uma empatia e um carinho enorme entre o público e a cantora.

 

A noite foi portante de algazarra e “A Casa da Mariquinhas”, um dos primeiros temas da noite, agitou por completo a sala, com Gisela João a mostrar que além de cantar também sabe dançar. Numa noite de confidências, foram muitas as homenagens, profissionais e pessoais, com o momento mais emotivo a surgir com o tema “Meu Amigo Está Longe”, uma homenagem ao avô João que muito ensinou sobre a vida e sobre como viver.

Já a noite ia longa e contra a vontade de todos chega a hora da despedida, com o encore a começar com Gisela João ajoelhada cantando “Que Deus Me Perdoe”, seguido dos ritmos castelhanos de “La Llorona”. Encerrou o espectáculo com o tema “Antigamente” e a sua verdade absoluta, “não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista”.

Ah Minhota!

Gisela Joãogaleria completa