O Sol da Caparica 2019: O primeiro dia

A música africana foi rainha no primeiro dia do festival da Caparica.
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O dia começou quente na Costa da Caparica. O calor que se sentia convidava à praia, mas mesmo assim os festivaleiros não arredaram pé das entradas para o recinto, perto da hora de abertura de portas.

O recinto, com direito a skatepark, começou a ficar composto muito cedo. Perto das 17h30m, no Palco Fullest, começou aquele que foi um pequeno showcase com 5 artistas angolanos, muito acarinhados pelo público presente.

Halison Paixão, CEF Tanzy, Kyaku Kyadaff, Leo Príncipe e Rui Orlando tiveram direito a acompanhamento em uníssono, em quase todas as músicas, e mostraram que a música angolana está viva e bem presente no nosso País.

© Joana Ruth

Depois foi a vez de Mary N, subir ao palco Fullest, pouco depois das 19h. O palco era o mesmo mas o público era outro, e a sonoridade também. A intérprete e compositora portuguesa trouxe um pouco de pop e muito rock, que acompanharam na perfeição o final de tarde, no Parque Urbano da Caparica.

© Joana Ruth

Mary N Galeria Completa

No entanto, as atenções estavam todas concentradas no palco Sagres. Cabia aos D.A.M.A fazer a abertura daquele que é o palco principal do festival. Com a banda já em palco, faz-se a contagem decrescente para receber Miguel Cristovinho, Francisco Pereira (“Kasha”) e Miguel Coimbra.

“Miúdas como Tu” foi o tema escolhido para arrancar, e depois a banda fez questão de entregar ao público todos os êxitos que contribuíram para a sua afirmação e consolidação no panorama musical nacional ao longo dos últimos 6 anos, como “Era eu”, “Às vezes” e “Não Dá”. Já ao anoitecer, e perto do fim do concerto, agradecem ao público o carinho constante e dizem que “O que lá vai, lá vai”. É tempo de viver o presente.

© Joana Ruth

D.A.M.A.Galeria Completa

Lá ao fundo, do palco Fullest, chegava-nos o som vibrante de Benjamin, nome artístico de Luís Nunes. O cantautor e produtor português agarrou e fez dançar o público mais fiel das primeiras filas com “Dança com os Tubarões”, “Madrugada” e “Volkswagen” um hino de amor ao seu carro, com um convite para “Queimar Gasóleo”. Um toque de humor, como o próprio refere, em plena crise de combustíveis.

© Joana Ruth

Benjamin Galeria Completa

Pouco depois das 21h foi a vez de David Carreira levar o público mais jovem à loucura. No Palco Sagres estava montado o espetáculo da sua “Tour 7” com hits como “Primeira Dama”, “O Problema é que Ela é Linda”, “Cuido de Você”, “Minha Cama” e “Gosto de Ti”. O artista contou com a participação da irmã mais nova, Sara Carreira, e de Mc Zuka para animar o público.

© Joana Ruth

David Carreira Galeria Completa

No palco Fullest continuava a festa em português, com FLAK, nome artístico de João Campos, um dos fundadores dos Rádio Macau, que nos últimos anos se aventurou numa carreira a solo. O seu “folk com pinceladas psicadélicas”, como gosta de descrever, foi acompanhado por Benjamin, na guitarra, e por uma banda cheia de balanço.

© Joana Ruth

Flak Galeria Completa

Mayra Andrada foi a artista que fez o sangue cabo-verdiano ecoar no palco principal. Com uma “Manga” fresca, saída há poucos meses, Mayra, que vive no nosso país há alguns anos, mostrou que os ares de Portugal e os sons da Lusofonia têm-lhe feito bastante bem. Apresentou-se com um sonoridade mais dançante e vibrante, sem nunca perder o norte às suas origens. Fica a sensação de que este novo caminho de Mayra Andrade é uma aposta ganha.

© Joana Ruth

Mayra Andrade Galeria Completa

Enquanto o público não arredava pé do palco principal, à espera de Anselmo Ralph e Matias Damásio, os fãs mais fiéis de Linda Martini, percorriam o caminho oposto para marcar presença junto às grades do palco Fullest.

Com uma actuação cheia de alma, como é hábito, André Henriques, Pedro Geraldes, Cláudia Guerreio e Hélio Morais apresentaram um alinhamento coeso à imagem de uma banda que já conta com 16 anos de vida.

© Joana Ruth

Linda Martini Galeria Completa

O fim da noite estava reservado para Angola. Primeiro Anselmo Ralph e depois Matias Damásio, mostraram o porquê de serem dois dos maiores embaixadores atuais da música angolana. Com cerca 23 000 pessoas no recinto da Caparica, apresentaram todos os grandes êxitos e ninguém arredou pé. Houve direito a confettis para marcar o clima de celebração, que se fazia sentir, e muitas declarações de amor entre público e artistas.

© Joana Ruth

Matias Damásio Galeria Completa

© Joana Ruth

Anselmo Ralph Galeria Completa

O encerramento do dia coube à dupla de Dj’s da RFM, Rich&Mendes, que fizeram dançar os últimos resistentes.

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