Diabo na Cruz “esfolaram” a Lebre no Coliseu do Porto

Depois de dois anos de saudade e um sentimento vazio no panorama musical português, os Diabo na Cruz subiram ao palco para uma noite memorável.

Com casa composta para ouvir o quarto álbum dOs Diabo na Cruz, o público ansiava pela subida ao palco. O concerto prometia e era visível que a legião de fãs desta banda tinha crescido, independentemente do jejum.

A digressão anterior foi muito desgastante e o período de interrupção que agora chega ao fim serviu para muita coisa. Foram recuperadas forças, foram criados novos temas e deu ainda para uma mudança mais a rock.

© Nuno Machado

Não chega ao fim a aproximação a musica popular portuguesa, mas a evolução faz-se também no sentido mais electrónico e de influencias pessoais que, entretanto, ocorreram. Jorge Cruz mudou-se da cidade para o campo e isso refletiu-se nas letras mais maduras, mais “tocantes” e realistas de um interior não só em termos de localização geográfica,  mas também em termos de interior sentimental de cada um de nós.

O concerto incidiu essencialmente na “Lebre” e nos novos hits que fizeram deste quarto álbum um verdadeiro sucesso. Não é por acaso que, logo após o seu lançamento, a “Lebre” chegou ao primeiro lugar no top de vendas nacionais.

Outros temas foram lembrados como “Dona Ligeirinha”, “Os Loucos estão certos” ou a “Lenga Lenga”. A grandes ausências foram mesmo “Moça Esquiva” e “Casamento”. Não e possível ouvir e ver Diabo na Cruz e distanciarmo-nos destas (e outras) musicas as quais no fomos habituando. Mas a nova vertente e as novas interrogações trazidas pela “Lebre” fizeram com que o público se mantivesse atento e participativo.

© Nuno Machado

As gentes do norte são diferentes, ja dizia Jorge Cruz em entrevista a uma estação de televisão nacional. Não sabendo se influenciou, ou não, a forma como todos aderiram em massa ao chamamento, mas o certo é que o Coliseu viveu um dia inesquecível.

João Gil viu o filho nascer no dia que antecedeu este concerto e o aumento da família dos Diabo na Cruz foi anunciado com pompa e circunstância. Não faltou o famoso comboínho em “Chegaram os Santos” e Jorge Cruz protagonizou um momento memorável, que em 10 anos só aconteceu 2 vezes…

Ao saltar, como é hábito, de cima da bateria para o palco, … caiu! “Acabaram de presenciar um facto inédito! A primeira vez que isto aconteceu foi há 10 anos e que faz parte de um dos primeiros telediscos. Esta foi a segunda vez… Nem por causa das sapatilhas!

© Nuno Machado

O tempo passa e o concerto chega ao fim. Depois de 2 encores os Diabo na Cruz encerram a noite agradecendo calorosamente a forma como foram recebidos! Eles voltaram e percebe-se que o fizeram com o mesmo carinho e com a mesma dedicação de outros tempos.

Diabo na Cruz – galeria completa