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DESTAQUESFESTIVAISNOS PRIMAVERA SOUND

Os primeiros sons do Nos Primavera Sound

Samuel Úria, Cigarettes After Sex, Scott Matthew & Rodrigo Leão e MIGUEL abriram o Nos Primavera Sound no Parque da cidade do Porto.

Texto: Tiago Pinto

Fotografias: Fotografias Rui Oliveira

Tomou as rédeas, na abertura da edição 2017, o artista português Samuel Úria.

Continuando a dar destaque ao melhor que a musicalidade portuguesa tem para oferecer, não só os conterrâneos dos artistas lusos, como igualmente todos os que vestem o manto de nacionalidade estrangeira apreciaram as melodias que melhor representam e compõem o ambiente de mansidão que aqui se vislumbrou. Com um novo trabalho na bagagem que o acompanha, Samuel exortou vibrações de natureza lo-fi e teceu uma atmosfera aconchegante e sentimental.

Cigarretes After Sex

Após a sua recente passagem pelo Vodafone Paredes de Coura 2016, os Cigarretes After Sex ocuparam o Palco Nos, entoando a sua voz melodiosa e fascinando os muitos que já ocupavam o recinto do festival. Um muito adorado cenário de dream pop moveu e despertou o lado mais saudosista dos que aqui se instalaram. Não pecaram por defeito, enaltecendo o que de melhor este festival tem para oferecer. Uma mensagem de pacificidade transmitiram, uma paz anestesiante promoveram.

Scott Mathews & Rodrigo Leão

Seguidamente, foi a vez de uns tais de Scott Mathews & Rodrigo Leão. Em jeito de “quebrar o gelo” e estabelecerem empatia com o público, afirmaram o seguinte: “Vocês não sabem quem nós somos, pois não?”. Por entre as guitarras e bateria, trouxeram-nos reverberações de suavidade, sempre exprimindo energias positivas.

Miguel

Seguiu-se Miguel, promovendo a alternância do público entre os dois palcos que se encontraram em funcionamento neste primeiro dia do Primavera. Entre aplausos e aclamação, munidos de visuais, interpelando o público de modo a obter reações de entusiasmo, o californiano encheu o palco Nos de ritmos e batidas. O R&N não ficou olvidado, a sensualidade do vocalista não conheceu reservas, a dinâmica grupal não manifestou atritos, assim se destacando na memória de todos os que assistiram à sua actuação.