Os reis conquistaram Braga outra vez

A Noite de Reis da Bazuuca é oficialmente um evento anual, depois da segunda edição realizada este sábado.
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No Dia de Reis é tradicional cantar as janeiras. Mas, em Braga, os Reis chegam uns dias mais cedo e a tradição musical é um pouco diferente daquela que muitos recebem em casa.

Pelo segundo ano consecutivo, a promotora bracarense Bazuuca, encabeçada por João Pereira, levou uma selecção de bandas para a discoteca Lustre, recebidas por uma enorme multidão que não se cansou de saltar, gritar e empurrar durante mais de quatro horas de concertos.

Cada concerto não ultrapassou a meia-hora. Pode parecer pouco, mas cada banda, com estilos bem diferentes, trouxe um pouco de tudo a uma noite bem recheada de nomes grandes da música minhota. O evento foi encabeçado pelos Bed Legs, que em 2019 abriram o palco principal do Vodafone Paredes de Coura. Estiveram também no Lustre os Quadra (outra banda que já passou pelo Couraíso), Homem em Catarse, Ivy, Mr.Mojo, No!On, Clang e Ângela Polícia.

A noite abriu com Homem em Catarse que, depois de um badalado final de tarde no Festival Para Gente Sentada, voltou a presentear Braga com o seu one man show de rock progressivo. As luzes da discoteca contrastavam com o ritmo calmo e apaziguante da música de Afonso Dorido, mas o ambiente criado não deixou de ser transcendente e um auspicioso início de noite.

© Hélio Carvalho

A mudança drástica de ritmos e sons condizia com cada mudança de palco e de artista. Os bracarenses Mr.Mojo esmagaram qualquer pacatez que pudesse haver, e trouxeram o seu stoner rock à discoteca – frase proferida não muitas vezes. Seguiu-se Ivy, o projeto a solo de Rita Sampaio. A também vocalista dos Grandfather’s House lançou o seu trabalho mais eletrónico e íntimo durante o ano que terminou há pouco, e as músicas do álbum “Over and Out” foram apresentadas já com uma casa bem lotada.

© Hélio Carvalho

Depois do concerto algo morno de Clang, mais progressivo mas sem tanta interação com o público, e do hip-hop elétrico e apressado de Ângela Polícia, foi a vez dos Quadra subirem ao palco da sala de espelhos do Lustre. Os bracarenses já nos habituaram a serões fortes e emocionantes, sem nunca nos cansarmos de os ouvir. Mas, dada a ocasião de festa, a banda decidiu fazer uma surpresa e tocar duas novas músicas que, confessaram os próprios, esperam gravar durante o ano que se inicia.

© Hélio Carvalho

O concerto dos No!On, a lembrar uma rave algures em Berlim, foi o final das apresentações compactadas, que mais serviram como amostra e homenagem à Bazuuca do que propriamente concertos orquestralmente construídos.

Já perto das 3h da manhã, foi finalmente a vez dos Bed Legs fecharem uma grande noite de música. Depois de surpreenderem o país com o seu concerto no Vodafone Paredes de Coura de 2019, a banda tem sido cada vez mais aclamada. Não foi surpreendente ver um público aos saltos, animado e em completo êxtase com cada nota e cada gesto do vocalista Fernando Fernandes. O concerto estendeu-se bem mais do que qualquer outro, e o resultado compensou a decisão. Com a última música e o adeus dos Bed Legs, um coro de palmas elevou-se, repleto de suor, sorrisos e alegria.

© Hélio Carvalho

A festa da Bazuuca terminou com um grande mosh, que junta mais uma noite de gala a uma tradição que promete continuar.

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