Pablo Vittar

Pabllo Vittar, não para não

Pabllo Vittar, não para não

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.
Depois de um concerto surpresa no Arraial Lisboa Pride há quase um ano, Pabllo Vittar regressa a Lisboa para um concerto em nome próprio no Campo Pequeno

Passavam alguns minutos depois das 21h quando a arena do Campo Pequeno se foi enchendo de fãs de Pabllo Vittar. O ambiente que se vivia antes do concerto do concerto da drag queen mais famosa do Brasil já fazia prever como seria aquela noite de véspera de feriado. Quatro drag queens dançavam e animavam o público ao som das músicas pop mais badaladas desta década.

© Joana Pereira

Num recinto quase esgotado, não faltaram fãs vestidos a rigor. Desde maquilhagens com purpurinas, plumas até perucas semelhantes às que a cantora costuma utilizar. Um público assim não podia esperar e uma hora depois chega a vez de Pabllo Vittar pisar o palco. Os gritos foram imensos e, sem grandes demoras, ouve-se Buzina, o quarto single do novo álbum Não Para Não que dá também nome à digressão.

Vittar fez-se acompanhar de vários dançarinos que a acompanharam energeticamente ao longo da maioria das canções. Segue-se Problema Seu e, entre versos, a cantora cumprimenta o público enquanto agarra uma bandeira portuguesa e posteriormente uma brasileira, mostrando o seu carinho por ambos os países.
Apesar deste concerto ser dedicado ao mais recente álbum, ainda houve tempo para vários temas do seu primeiro EP – Open Bar – lançado em 2015, como Minaj, No Chão e Open Bar.

© Joana Pereira

Do álbum que a lançou para as luzes da ribalta – Vai Passar Mal – também não podia faltar Nêga, o primeiro single, K.O., Então Vai, Corpo Sensual, que deixou a plateia em êxtase e a cantar em uníssono e Indestrutível, o tema mais emotivo de Pabllo Vittar que no final a deixou a chorar abraçada a uma bandeira LGBT.
Miragem, Disk Me, No Hablo Español foram outras das canções que pertencem a Não Para Não que fizeram parte da festa de Pabllo Vittar. As colaborações Sua Cara com Major Lazer e Anitta, Energia com Sofi Tukker e Caliente com Lali preencheram o resto da setlist.

Para o encore não ficaram reservadas grandes surpresas. Depois de alguns minutos com o público a gritar “Só mais uma”, a drag queen voltou ao palco e repetiu os dois temas iniciais – Buzina e Problema Seu.

Pabllo Vitar deu um verdadeiro espetáculo no que respeita a animar o público com a sua dança twerk e a sua energia em palco. Mas tanta ação em palco e gritaria prejudicou a sua atuação que se tornou quase impercetível para aqueles que não estão familiarizados com todos os temas da cantora. Conquistou pelo entretenimento, pecou pela voz.

 

Pablo Vittargaleria completa

Márcia Rodrigues
Márcia Rodrigues
Cresci na Figueira da Foz até me apaixonar por Lisboa. Estou a fazer o Mestrado em Jornalismo, e aqui, na Imagem do Som, junto o gosto pela escrita com o gosto pela música.