Peter Hook & The Light na Casa da Música

Peter Hook & The Light na Casa da Música

Isabel Mesquita
Isabel Mesquita
De gosto muito eclético adora conhecer e experimentar coisas novas. Interessa-se pelas mais variadas formas de arte. Tem sempre vários livros na mesinha de cabeceira...pelo menos um de poesia.
Tudo fazia prever que seria uma noite inesquecível

Grupos de amigos encontravam-se no lobby e no bar da Casa da Música antes do concerto, muitos com t-shirts alusivas aos Joy Division, todos foram chamados a comparecer ao prometido revivalismo dos anos 80 por Peter Hook e a sua banda The light, grupo formado em 2010 comprometido em celebrar a herança dos Joy Division (1976-1980) e dos New Order, grupo formado em 1980 após o falecimento abrupto do vocalista Ian Curtis dos Joy Division.

Peter Hook, baixista, guitarrista e co-fundador das bandas Joy Division e New Order, duas das bandas mais míticas a nível mundial, trouxe na mala temas da compilação “Substance”- de Joy Division (1988) e da compilação com o mesmo nome dos New Order (1987).

© Teresa Mesquita

O concerto foi dividido em 2 partes: na primeira a sonoridade electrónica dos New Order e na segunda um rock pós-punk dos Joy Division.
Depois de «Good evening!» cumprimentando os fãs expectantes o concerto começou com “Leave me alone”, seguindo-se “Regret” e “Ceremony” acompanhada de aplausos. A seguir ”Everything´s gone green” e ”Temptation” onde Peter desceu do palco tocando guitarra da sua forma peculiar (quase nos joelhos) e dando um show privativo aos fãs da primeira fila. Depois veio ”Blue Monday” e foi a loucura com todo o auditório de pé. Continuaram com”Confusion”,”Thieves like us”,”The perfect kiss”,”Subculture”,”Shellshock”, “State of the nation”,”Bizarre love triangle” e terminam a primeira parte com “True faith”.

© Teresa Mesquita

Saem de palco sem grande cerimónia e depois de um breve intervalo a segunda parte começou com “New dawn fades”, “The eternal” e “Decades”, acelerando depois o ritmo com ”Warsaw” com o público já de pé. A seguir foi sempre festa com ”Leaders of men”,”Digital”,”Autosuggestion” e ”Transmission” onde ecoavam «dance, dance, dance, to the radio…». Depois não podiam faltar ”She´s lost control”,”Incubation” e ”Dead Souls”.
Em contagem regressiva foi a vez de ”Atmosphere” que foi dedicada a Ian Curtis e cantada por todos «Don´t walk away in silence…» finalizando com o apoteótico “Love will tear us apart”.

© Teresa Mesquita

Peter Hook foi parco em palavras mas sobejou na interactividade através dos solos e das descidas à plateia onde muitos aproveitaram para fotos e vídeos, cantando e vibrando com os temas de todos conhecidos. Foram cerca de 2 horas de concerto mas poderiam ser 3 ou 4 que ninguém dava conta do tempo a passar.

 

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Isabel Mesquita
Isabel Mesquita
De gosto muito eclético adora conhecer e experimentar coisas novas. Interessa-se pelas mais variadas formas de arte. Tem sempre vários livros na mesinha de cabeceira...pelo menos um de poesia.