Pixies mostram em Lisboa a essência do rock

Também eu agradeço aos Pixies as músicas marcantes, a revolução que fizeram no rock alternativo e o contributo para inspirar o indie rock de hoje.
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O dia é 25 de Novembro de 2019, sexta-feira, 20h30. O Campo Pequeno enche aos poucos. Famílias, casais nas suas bodas de prata, amigos de todas as idades, ocupam os seus lugares de pé ou sentados, enquanto aguardam a chegada de uma das mais importantes bandas de rock alternativo, Pixies.

Às 20h30 em ponto, Blood Red Shoes entram em palco, abrindo estrondosamente a noite com as suas sonoridades rock assumidas na guitarra e bateria. Durante meia hora o público esteve presente e entusiasmado, e os Pixies chegam à hora marcada, 21h30.

© Alicia Gomes

Confiantes e sem rodeios, dão início a um espetáculo de duas horas, onde as músicas se desenvolvem uma a seguir à outra, sem descanso. O público está envolvido, canta, dança e salta, sempre entusiasmado com a música seguinte. As primeiras vêm diretamente dos álbuns mais antigos como, “Gouge Away” e “Planet of Sound”, mas ao ouvir os primeiros acordes de “Nimrod’s Son”, música saída do primeiro EP, de 1987, “Come On Pilgrim”, o recinto explode de energia. Todos os corpos presentes na audiência se agitam, libertando-se de qualquer inibição possível.

Ao fim de meia hora, “Here Comes Your Man” é recebida com um coro de vozes animadas, e a banda prossegue a sua atuação, sem nunca se dirigir diretamente ao público, mas estebelecendo com ele a ligação de quem lhe sente a presença, e lhe entrega toda e qualquer música que lea possa desejar.

© Alicia Gomes

Para além de revisitar vários álbuns e músicas marcantes da sua discografia, Pixies também apresentaram novidades de 2019, do álbum Beneath The Eyrie, como “St. Nazaire”,“In the Arms of the Mrs. Mark of Chain” e “Daniel Boone”, temas recebidos com grande vibração.

Ao longo do espetáculo, o único complemento não musical foi um jogo de luzes simples, tons de azul, vermelho, laranja e rosa, que faziam desenhos no pano negro atrás da banda e na plateia. A entrega da audiência à banda era palpável, ganhando proporções astronómicas na última meia hora, com “Where Is My Mind”, “Debaser” e “Gigantic”.

Mesmo quem não teve o privilégio de memórias de adolescência ao som de Pixies,consegue perceber que, desde os anos 80 até aos dias de hoje, entre altos e baixos, e sete álbuns de estúdio, eles ocupam um lugar omnipresente na vida de quem gosta de rock alternativo. Seja pela demarcação do crescimento de uma geração, seja pela influência em tantas bandas.

© Alicia Gomes

No final do concerto de Blood Red Shoes, o seu vocalista agradeceu a oportunidade de ali estar e referiu que sem os Pixies a sua vida e estilo musical seriam diferentes. Tembém eu agradeço aos Pixies as músicas marcantes, a revolução que fizeram no rock alternativo e o contributo para inspirar o indie rock de hoje. E agradeço pela noite de 25 de Novembro de 2019, uma sexta-feira, onde, durante duas horas, mergulhei na discografia dos Pixies, numa viagem sensorial de quem está a ouvir boa música, e nada mais importa.

Pixies Galeria Completa

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