Primeiro a dança, depois a bonança (de Lana Del Rey) – dia 1 de SBSR

Os final de tarde e o início de noite tiveram palcos muito mexidos, fosse pela multiculturalidade de Dino Santiago, os 70’s dos Jungle ou a loucura de Conan Osiris. Mas foi Lana Del Rey a rainha da noite que todos queriam idolatrar!
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São 15 minutos de espera. Lana Del Rey foi a única artista a atrasar-se nas horas previstas dadas pela organização. Lana Del Rey foi também a única a não permitir fotografias aos profissionais da áera. Mas Lana pode tudo porque já tem aquele selo de diva que não despega à persona que leva ao palco e que levou também ontem à Herdade do Cabeço da Flauta (sete anos depois da última presença em Portugal): vestido curto, botas altas e um estilo que encanta tanto o sexo masculino, como o feminino.

Lana joga os trunfos todos quando, após “West Coast” e a famosíssima “Born To Die”, fala, de forma encantada, de Lisboa e do seu bonito castelo – como o descreveu, rematando com “nada é melhor do que estar agora aqui com vocês”.

São mulheres, sobretudo, as grandes fãs do longo e reconhecido trabalho da cantora norte-americana. A cada verso, a cada refrão vêem-se nas filmagens raparigas a chorar. De alegria, é certo, mas contagiadas com um tipo de música que faz pensar e questiona sobre o sentido da vida. E nesta quinta-feira não haveria nada mais real. E melhor foi quando em “Blue Jeans”, Lana deixa esta versão de diva encostada ao palco e desce ao fosso para vibrar com os fãs que a aguardavam ali nas primeiras filas desde a abertura de portas. Elas são selfies, autógrafos, recebe presentes. Há de tudo!

Com um vento a querer fazer-se notar, tem a música de Lana uma brisa menos fria (e mais de verão) que vai aquecendo os corações dos fãs. Mais uns quantos temas conhecidos e tempo para o momento mais ternurento da noite: em “Ride”, a cantora indie-pop coloca-se em cima de um baloiço, onde os ritmos sonoros e as velocidades medidas do baloiço fazem querer uma sincronização perfeita.

Os hits “Video Games” ou “Summertime Sadness” foram os mais ecoados até ao final do concerto. Pessoas felizes e um SBSR que necessitava de um nome destes para ressuscitar junto ao Meco.

Ainda no palco principal puderam assistir-se a concertos de enorme qualidade, que provavelmente atraía diferentes públicos, mas que se tornou um conjunto musical interessante. No início da noite os Jungle voltaram a Portugal (a terceira vez no espaço de um ano) mas têm a matéria bem estudada quanto ao nosso público. Sabem cativar, os fãs respondem com palmas, a música com referência aos anos 70 sente-se e os corpos mexem.

Jungle Galeria Completa

Sejam temas mais recentes como “Casio” ou “Heavy California” (do último álbum) ou “Busy Earnin”, música que tornou a banda inglesa num dos tops do funk mais eletrónico. As pessoas gostam de ouvir e não abrandam pé. Uma hora de boa música que contagiou, especialmente aqueles que ainda não tinham tido oportunidade de os ver.

No concerto seguinte estavam os The 1975, uma banda inglesa de pop-rock que tem realizado o seu trajeto sempre de forma crescente. O conjunto formado por Matty Healy, Adam Hann, George Daniel e Ross MacDonald usa referências muito ligadas aos anos 80: há saxofone, duas bailarinas, muitas luzes. A música pode tanto parecer mais adolescente nas vertentes de eletrónicas ou rock, como de repente passa para temas mais maduros nas musicalidades mais viradas para o R&B.

Matt Healy, vocalista da banda, ainda prestou um tributo a Mick Jagger. Durante uma hora os The 1975, conseguiram explodir e enaltecer o público: eles decidem os timings, nós limitamo-nos a contemplá-los.

Antes, muitos e bons concertos puderam ser vistos nos três outros palcos do festival. No palco EDP, por exemplo, Dino Santiago e Branko (cada um a seu tempo), deram uma versão de multicularidade. Os dois artistas portugueses são completíssimos, têm trabalhos novos e conseguem levar o público consigo mas sonoridades frescas de verão.

© Melissa Vieira

Branko Galeria Completa

Dino Santiago ainda teve a particularidade de viver um “funaná” junto dos fãs, ali no meio do recinto, no mesmo chão que pisam os festivaleiros nestes dias. A música é mesmo para todos!

Dino Santiago Galeria Completa

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