“Real” é a segunda parte do novo álbum dos HOLY NOTHING

Share on facebook
Share on google
Share on twitter
Share on linkedin

Plural, Real, Animal” é o nome do novo disco do trio do Porto, com lançamento marcado para o primeiro trimestre de 2020. “Real” sucede a “Plural, e é a segunda parte desta tríade com colaborações de nomes como Moullinex e Rui Maia.

Os Holy Nothing estão de volta. Depois do sucesso do primeiro LP “Hypertext” e de dois singles puseram os fãs a dançar, “Speed of Sound” e “Underdog”, a banda da Invicta prepara um novo longa duração que se divide em três partes.

A primeira parte foi “Plural“, com colaborações com BaianaSystem, Barbatuques e o saxofonista João Guimarães. A segunda parte é Real, que mais uma vez junta alguns dos melhores amigos dos Holy Nothing. “Real“, assenta numa dicotomia difícil de resolver: os ritmos são quentes, enérgicos e dançantes, mas as letras contam uma história diferente. Relatam um manifesto sobre o cansaço perante o paradoxo da homogeneização neste novo mundo de múltiplas opções, do discernimento simultaneamente veloz e fugaz, afundado em dogmas e novos ápices do livre arbítrio nesta presente cultura do white noise. Compreende três musicas: “Caixa Preta”, “Humans” e “Bridge”.

Caixa Pretaé um tema enérgico e directo, em que a banda se deixa invadir pela força da produção inconfundível de Moullinex. As vozes são divididas com Angelo B, vocalista do projeto de música brasileira sediado no Porto, Bamba Social. Esta música reforça a ponte transatlântica Portugal-Brasil, iniciada em “Plural” com as colaborações com Baiana System e Barbatuques.

Humans é mais uma música dançante que, estranhamente, parece ter sido composta para ouvir com o volume baixo. A produção ficou a cargo de Rui Maia, que optou por uma estética vagamente “low-fi”, em que as vozes se destacam sobre um instrumental preenchido por mantas de baixos, sintetizadores e groove-boxes que vão construindo diferentes ambiências ao longo da música.

Por último, “Bridge” apresenta-se como um tema electrónico com produção de Pedro Rompante, difícil de catalogar (não é disco, não é house, não é techno, não é pop). Com alguns resquícios da New Wave que a banda já havia experimentado no passado, o ouvinte é surpreendido a meio por um solo inusitado de harmónica de Paul Pacifico, que nos transporta para um momento groovy, único em todo o álbum.

“Plural, Real, Animal”, álbum que sairá no primeiro trimestre de 2020, será uma a narrativa repartida em três capítulos. Três fragmentos de uma mesma história, que descreve a construção, destruição e reconstrução. Três capítulos que serão apresentados em três momentos distintos. Cada um com uma identidade própria, cada um abraçando uma geografia específica e que, no final, serão agrupados para formar um álbum, e permitir uma quarta interpretação por parte do ouvinte.

NOVAiDS White-01