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Sala Tejo recebe o regresso dos Mastodon com “Emperor of Sand” em evidência

Texto: Mário Rodrigues
Fotografias: Hugo Rebelo

Cinco anos após a última passagem por Portugal, no Coliseu dos Recreios, os Mastodon regressaram a Lisboa, desta feita à Sala Tejo do MEO Arena.

Os Black Peaks trataram do aquecimento para os Mastodon e tiveram sensivelmente três quartos de hora para o fazer. Nesse período de tempo tiveram a oportunidade de dar a conhecer vários temas do seu disco de estreia, inclusive “White Eyes” e “Say You Will” que se fizeram notar durante a performance.

A sonoridade destes ingleses baseada num post-hardcore progressivo revelou-se interessante e manteve o interesse de parte do público, que lá os ia aplaudindo, não mostrando sinais de impaciência pelo concerto seguinte. O vocalista deste quarteto agradeceu aos Mastodon por lhes terem levado em tour, tendo confessado que este foi um sonho concretizado para os Black Peaks. O artista guardou para o fim algumas palavras de gratidão e apreço dirigidas ao público nacional, afirmando que o mesmo foi incrível.

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Tal como na anterior passagem pelo nosso país, em que o quarteto se focou em tocar temas do seu mais recente álbum, “The Hunter”, desta vez o alinhamento do concerto incidiu, principalmente, em faixas do novo “Emperor of Sand”. Várias músicas foram apresentadas, sete ao todo, a saber: “Sultan’s Curse”, “Ancient Kingdom”, “Andromeda”, “Show Yourself”, “Precious Stones”, “Roots Remain” e “Steambreather”. A ilação que podemos retirar é que, de uma forma geral, os novos temas soam e resultam muito bem ao vivo. Por isso foi uma aposta ganha por parte do coletivo de Atlanta, ter tocado tantas músicas do novo disco e a força dos temas no concerto, reflete também a valia deste novo registo discográfico.

A recetividade por parte do público à atuação da banda foi boa logo nos primeiros temas, o que talvez tenha levado Troy Sanders a referir, que passou demasiado tempo desde que a banda tocou pela última vez neste maravilhoso País. O público concordou com a afirmação do músico e continuou a desfrutar deste concerto, que não teve somente músicas novas.

Ouviram-se músicas do calibre de “Divinations”, “The Wolf Is Loose” e “Crystal Skull” logo na reta inicial do concerto, bem como “Colony of Birchmen”, “Megalodon” e “Oblivion” pelo meio da performance, com o público a mostrar-se especialmente entusiasmado com esta última. Não pensem que a banda ignorou os penúltimo e antepenúltimo discos, porque alguns dos temas da fase mais recente dos Mastodon também foram recordados, com “Embers City” a destacar-se pelo seu refrão facilmente cantarolável.

O concerto terminou em grande, fruto de quatro demolidores temas. “Mother Puncher”, “Circle of Cysquatch”, “March of the Fire Ants” e “Blood and Thunder” são representações fiéis do poderio e qualidade apresentados pela banda nos primeiros três álbuns e ao vivo destacam-se imenso, principalmente a última das supracitadas que, naturalmente, levou o público ao rubro, já no encore.

A qualidade destes quatro instrumentistas/vocalistas aliada a um mais que satisfatório conjunto de temas, fez com que o concerto tenha valido a pena para o público presente, pese embora o som na Sala Tejo não ter estado no ponto, como em anteriores concertos dados por outras bandas naquela sala.

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