Salão Preto e Prata. Uma Máquina do Tempo? – Cascais Rock Fest: 1º Dia

Noite de rock em grande e que provou, contra a opinião maioritária na comunidade científica actual, que as viagens no tempo são, de facto, possíveis.
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O Salão Preto e Prata não é apenas uma elegante sala com óptima acústica. É também uma maravilhosa máquina do tempo com destino marcado para a nostalgia. Para o comprovar, deram entrada no Casino do Estoril três bandas míticas dos anos 80: FM, Hardline e Stage Dolls (na noite seguinte, foi a vez dos Alcoolémia, Gene Loves Jezebel e D.A.D – noite essa que será revisitada numa próxima crítica).

Aparentemente, o sentimento de saudade continua a ser bem típico do ADN português: bastava, para comprovar isso, o bonito Salão a abarrotar de nostálgicos. Havia um certo receio, como é natural: continuariam os músicos capazes de manter a antiga chama?, será que os velhos êxitos continuariam a soar tão bem ao vivo? Ou será que veríamos algum dos músicos a ter um ataque cardíaco em pleno palco? (para quem levar a mal esta piada, foi gratificante ver todas as bandas e brincarem precisamente com a entrada na velhice – e, como ele próprios o comprovaram, a velhice não é mais que uma ilusão da alma, que, essa, nunca envelhece).

© Jorge Pereira

F.M. foram os primeiros a tocar o sino. Um Steve Overland em boa forma desfilou alguns dos êxitos obrigatórios: I Belong To The Night (quiçá o grande momento do concerto), Someday, All Or Nothing. E, claro, Last Train Home marcou presença e foi bem-vinda.

FM – galeria completa

 

Entraram em seguida Hardline, forte emblema do rock dos anos 80/90 e que teve o seu maior êxito em Portugal (e talvez em todo o mundo) com o álbum Double Eclipse (1992). Johnny Gioeli esteve em grande – tanto a nível de efusividade quanto de largura – o tempo e a boa vida não perdoam, nós sabemos, Johnny).

© Jorge Pereira

Verdadeiro animal de palco, em constante comunhão brincalhona com o público, fez-nos sentir estar numa festa entre amigos. Where Will We Go From Here e Human Nature marcaram obrigatória presença. E, como tem sangue italiano a correr-lhe nas cordas vocais, não faltaram dedicatórias do alegre frontman: Take You Home (dedicada aos fãs) e In The Hands Of Time (dedicada ao pai de Johnny).

Escuso de sublinhar que o Casino estremeceu ao som de Hot Cherie e Rhythm From A Red Car, certo? Um grande concerto no fim do qual Johnny prometeu regressar a Portugal ainda este ano. Ficamos à espera.

Hardline – galeria completa

 

© Jorge Pereira

Stage Dolls foram os últimos a domar o palco. Muita energia em ebulição entre o público e que foi prontamente sugada pela banda e redistribuida por todos. Hard To Say Goodbye, Highway Or Life, You´re The One e Wings Of Steel explodiram com mestria nas mãos da talentosa banda. Torstein Flakne deixou os trunfos para o fim: Love Don´t Bother Me e Love Cries.

Stage Dolls – galeria completa

 

Noite de rock em grande e que provou, contra a opinião maioritária na comunidade científica actual, que as viagens no tempo são, de facto, possíveis.

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