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Salão Preto e Prata. Uma Máquina do Tempo? – Cascais Rock Fest: 1º Dia

Salão Preto e Prata. Uma Máquina do Tempo? – Cascais Rock Fest: 1º Dia

Bruno Pereira
Bruno Pereira
Bruno Pereira nasceu em 1987 em Lisboa. Estudou cinema durante alguns anos e encontra-se actualmente a finalizar uma licenciatura em Filosofia. Não sabe ainda a data da morte.
Noite de rock em grande e que provou, contra a opinião maioritária na comunidade científica actual, que as viagens no tempo são, de facto, possíveis.

O Salão Preto e Prata não é apenas uma elegante sala com óptima acústica. É também uma maravilhosa máquina do tempo com destino marcado para a nostalgia. Para o comprovar, deram entrada no Casino do Estoril três bandas míticas dos anos 80: FM, Hardline e Stage Dolls (na noite seguinte, foi a vez dos Alcoolémia, Gene Loves Jezebel e D.A.D – noite essa que será revisitada numa próxima crítica).

Aparentemente, o sentimento de saudade continua a ser bem típico do ADN português: bastava, para comprovar isso, o bonito Salão a abarrotar de nostálgicos. Havia um certo receio, como é natural: continuariam os músicos capazes de manter a antiga chama?, será que os velhos êxitos continuariam a soar tão bem ao vivo? Ou será que veríamos algum dos músicos a ter um ataque cardíaco em pleno palco? (para quem levar a mal esta piada, foi gratificante ver todas as bandas e brincarem precisamente com a entrada na velhice – e, como ele próprios o comprovaram, a velhice não é mais que uma ilusão da alma, que, essa, nunca envelhece).

© Jorge Pereira

F.M. foram os primeiros a tocar o sino. Um Steve Overland em boa forma desfilou alguns dos êxitos obrigatórios: I Belong To The Night (quiçá o grande momento do concerto), Someday, All Or Nothing. E, claro, Last Train Home marcou presença e foi bem-vinda.

FM – galeria completa

 

Entraram em seguida Hardline, forte emblema do rock dos anos 80/90 e que teve o seu maior êxito em Portugal (e talvez em todo o mundo) com o álbum Double Eclipse (1992). Johnny Gioeli esteve em grande – tanto a nível de efusividade quanto de largura – o tempo e a boa vida não perdoam, nós sabemos, Johnny).

© Jorge Pereira

Verdadeiro animal de palco, em constante comunhão brincalhona com o público, fez-nos sentir estar numa festa entre amigos. Where Will We Go From Here e Human Nature marcaram obrigatória presença. E, como tem sangue italiano a correr-lhe nas cordas vocais, não faltaram dedicatórias do alegre frontman: Take You Home (dedicada aos fãs) e In The Hands Of Time (dedicada ao pai de Johnny).

Escuso de sublinhar que o Casino estremeceu ao som de Hot Cherie e Rhythm From A Red Car, certo? Um grande concerto no fim do qual Johnny prometeu regressar a Portugal ainda este ano. Ficamos à espera.

Hardline – galeria completa

 

© Jorge Pereira

Stage Dolls foram os últimos a domar o palco. Muita energia em ebulição entre o público e que foi prontamente sugada pela banda e redistribuida por todos. Hard To Say Goodbye, Highway Or Life, You´re The One e Wings Of Steel explodiram com mestria nas mãos da talentosa banda. Torstein Flakne deixou os trunfos para o fim: Love Don´t Bother Me e Love Cries.

Stage Dolls – galeria completa

 

Noite de rock em grande e que provou, contra a opinião maioritária na comunidade científica actual, que as viagens no tempo são, de facto, possíveis.

Bruno Pereira
Bruno Pereira
Bruno Pereira nasceu em 1987 em Lisboa. Estudou cinema durante alguns anos e encontra-se actualmente a finalizar uma licenciatura em Filosofia. Não sabe ainda a data da morte.