sergio godinho

Sérgio Godinho canta “Nação Valente”

Sérgio Godinho canta “Nação Valente”

Isabel Reis
Isabel Reis
Natural da cidade do Porto. Skipper de profissão. Sou uma miúda eclética, com diversas paixões. Amo artes nas suas mais variadas formas. Escrever e ouvir música fazem-me tanta falta quanto o ar que respiro. Não sei não o fazer. Também não consigo definir um estilo musical que aprecie mais do que outro. Ouço tudo, basta que seja bom.
“Hoje soube-me a pouco (…) Hoje soube-me a tanto” a derradeira Nação Valente de cravos pintados a cores de esperança!!!

“Hoje soube-me a pouco (…) Hoje soube-me a tanto” a derradeira Nação Valente de cravos pintados a cores de esperança!!!

E foi mesmo dessas com essas cores que Sérgio Godinho pintou a sala do Coliseu do Porto. Relembrou grandes êxitos da sua carreira, entre tantos outros mais recentes, mas com o carisma de sempre, o carisma de uma geração de artistas como já não se fazem, uma geração que viveu momentos históricos de uma nação e que tão bem os retratou e eternizou nas suas letras.

© Teresa Mesquita

Sérgio Godinho, entre muitos outros talentos, é um grande poeta! Um poeta que dá vida e voz à história de um povo, à história de conhecidos e desconhecidos. Um poeta que canta histórias de tempos idos em que a vida se vivia no rescaldo das promessas de liberdade e esperança. Tempos em que o povo vibrava e acreditava nessas promessas de um futuro melhor: um futuro recheado de direitos que são nossos, por direito.

Com o palco do Coliseu por sua conta, aquele a que tão carinhosamente chamou de “coliseu da sua infância” e uma plateia recheada de gente de todos os tempos, brindou-nos com convidados de excelência como Camané e Manuela Azevedo (Clã) na voz e Filipe Raposo ao piano.

© Teresa Mesquita

No Coliseu do Godinho, desfilaram duetos singulares e próprios de quem é realmente grande. E foram grandes!!! Ahhh… tão, mas tão grandes que houve tempo para tudo, no que pareceu uma noite onde o tempo teve todo o tempo do mundo.

Recordou-se José Mário Branco, Zeca Afonso, Bernardo Sassetti. Recordaram-se artistas que ainda inspiram muita gente. Recordamos de que cores se pintam os gritos de liberdade, de que cores se pintam as músicas que mexem com as entranhas. Aquelas que nos acordam e recordam quem somos e de que fibra somos feitos. Aquelas que gritam “só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação, quando pertencer ao povo o que o povo produzir”. Sim, ainda existe quem grite assim! Cada vez menos, mas ainda há Sérgios assim entre nós.

Obrigada Godinho, obrigada por me abanares. Obrigada por me recordares que não devemos desistir dos nossos direitos por muito que a sociedade esteja corrompida e os “nossos” cofres sejam delapidados aos olhos de todos. Obrigada Godinho, por continuares com os teus gritos de revolta, os gritos de “abril” mas que continuam actuais independentemente do mês e ano. Obrigada Godinho, foi um privilégio “acordar”.

© Teresa Mesquita

No Coliseu do Godinho, desfilaram duetos singulares e próprios de quem é realmente grande. E foram grandes!!! Ahhh… tão, mas tão grandes que houve tempo para tudo, no que pareceu uma noite onde o tempo teve todo o tempo do mundo.

Recordou-se José Mário Branco, Zeca Afonso, Bernardo Sassetti. Recordaram-se artistas que ainda inspiram muita gente. Recordamos de que cores se pintam os gritos de liberdade, de que cores se pintam as músicas que mexem com as entranhas. Aquelas que nos acordam e recordam quem somos e de que fibra somos feitos. Aquelas que gritam “só há liberdade a sério quando houver a paz, o pão, habitação, saúde, educação, quando pertencer ao povo o que o povo produzir”. Sim, ainda existe quem grite assim! Cada vez menos, mas ainda há Sérgios assim entre nós.

© Teresa Mesquita

Obrigada Godinho, obrigada por me abanares. Obrigada por me recordares que não devemos desistir dos nossos direitos por muito que a sociedade esteja corrompida e os “nossos” cofres sejam delapidados aos olhos de todos. Obrigada Godinho, por continuares com os teus gritos de revolta, os gritos de “abril” mas que continuam actuais independentemente do mês e ano. Obrigada Godinho, foi um privilégio “acordar”.

Sérgio Godinho – galeria completa

Isabel Reis
Isabel Reis
Natural da cidade do Porto. Skipper de profissão. Sou uma miúda eclética, com diversas paixões. Amo artes nas suas mais variadas formas. Escrever e ouvir música fazem-me tanta falta quanto o ar que respiro. Não sei não o fazer. Também não consigo definir um estilo musical que aprecie mais do que outro. Ouço tudo, basta que seja bom.